Espaço do Leitor

 

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Trazemos hoje no Espaço do Leitor um poema de Bruno Paulino

em homenagem à nossa terra natal, Quixeramobim

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Canto Drummondiano

 

Quixeramobim é a minha Itabira
Seus diabos também são melancólicos
E os homens vão devagar
Pois nada sabem do trem de ferro
Que da estação já não parte

É preciso crer em Deus
Mas sou torto, caduco, poeta
Não entro na matriz,
Fantasmas não existem lá?
O sino não bate... O sino é um fantasma?
Escuto, no entanto, distante o apito de alguma fábrica

A vida é besta!

Vez em quando uma interditada me sussurra:
"- não mandei matar ninguém!"
Mas quem ainda hoje a acusa de crime?
Quixeramobim é um retrato na parede
Lá onde eu existo (Bruno Paulino)

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Verdades bíblicas contidas no mais novo livro

de Ednilo Soárez, Essência

Quem não quer trabalhar, também não coma - II Tessalonicenses 3, 10

Se uma família se divide internamente, não consegue manter-se. Marcos 3,25

Em todo o tempo ama o amigo; na sua angústia, nasce o irmão. Provérbios 31, 8.

Abre a tua boca a favor do mudo, a favor do direito de todos os desamparados. Provérbios 31, 8.

Não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz. Lucas 8, 17.

O ódio provoca brigas, mas o amor perdoa as transgressões. Provérbios 10, 12.

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Para uma Psicóloga Iniciante em seu Primeiro Atendimento

por Bia Jucá  

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O primeiro atendimento é tão importante para o psicólogo, como costuma ser a primeira consulta para o paciente. Por mais bem treinado e preparado que o terapeuta tenha consciência de estar, é muito possível que se sinta inseguro e limitado em seu primeiro atendimento. Afinal, é uma experiência nova, sem o suporte dos orientadores dos estágios e todos querem acertar… e fazer o paciente retornar.

 

Então, respire fundo, e dê ao seu paciente o que ele mais procura: ser escutado e compreendido sem críticas ou julgamentos. Na primeira consulta, você pode ter uma atitude mais ativa e diretiva fazendo questionamentos que esclareçam dúvidas. Mas é melhor que o paciente seja encorajado a falar livremente, o que lhe vier à mente. Prepare-se para ouvir discursos não lineares, dispersos e confusos. Ou, discursos organizados como uma tese. 

 

É um bom momento para identificar o funcionamento da mente e as defesas mais utilizadas pelo paciente. Mas, não se prenda a isto. Mais adiante, tudo pode mudar! Sua tarefa será desatar nós de fios emaranhados e refazer novelos, ou seja,  fazer com que seu paciente encontre novos significados para sua história. 

 

Para isto, comece a ouvir o que não é dito, escute nas entrelinhas! Agende mais de 50 minutos, será necessário. Deixe fluir sua capacidade empática, você não seria psicóloga sem ela.

 

E caso o seu paciente não retorne, não veja isto como um atestado de sua incompetência, não se deixe invadir pelas fantasias da Síndrome da Impostora. Pode ser uma dificuldade dele ou uma resistência, outros virão. Priorize sua terapia pessoal sempre e a supervisão, é através delas que você separa o que é sentimento seu e o que é do paciente, suporta ataques, frustrações e as limitações da sua prática. Te desejo sorte e sucesso e vou te dar uma dica para isto: estude, estude sempre pelo resto da sua vida.

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TRABALHO ESCRAVO

Grecianny Carvalho Cordeiro/Promotora de Justiça

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No último dia 25 de março, ocorreu a celebração da Data Magna do Ceará, por ter sido esta a primeira província a libertar seus escravos, no longínquo ano de 1884.


No dia 13 de maio, será comemorada a abolição da escravatura no Brasil, fato que se deu no ano de 1888, quando a princesa Isabel assinou a Lei Áurea.


Deixando de lado as controvérsias que gravitam em torno do tema relacionado à libertação dos escravos, às condições em que os mesmos foram expostos após alforriados, ao desamparo do Estado a um imenso contingente de ex-escravos, dentre outras questões históricas que vêm sendo revistas pelos historiadores, o fato é que a escravidão ainda é uma realidade brasileira, ao que consta, bem longe de ser erradicada.


Por incrível que pareça, em pleno século 21, a escravidão é uma triste realidade verificada nos mais diversos estados brasileiros, claro que de uma forma bem diferenciada quando comparada ao trabalho escravo de outrora, mas nem por isso menos cruel.


São comuns os casos de trabalho escravo, notadamente em lavouras de café, algodão, soja, cana-de-açúcar ou em fazendas de gado, onde trabalhadores são submetidos a condições subumanas sem receberem quaisquer direitos trabalhistas, cumprindo jornadas de trabalho intermináveis, sem qualquer descanso, muitas vezes passando sede e fome.


Frequentes são as ações empreendidas pelo Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Defensoria Pública da União, Delegacias do Trabalho, dentre outras instituições, destinadas a resgatar pessoas em condições análogas às de escravos. 


Afora isso, são inúmeros os casos de crianças e adolescentes que trabalham em serviços domésticos em situações de inconteste escravidão. Muitos se aproveitam, também, da situação de refugiados ilegais no país para contratar mão-de-obra em condições de servidão.


De acordo com os dados de 2021 da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), órgão do Ministério da Economia, só entre os meses de janeiro a maio, 314 trabalhadores foram resgatados por trabalharem em condições análogas às de escravos. E na medida em que aumentam as denúncias, as fiscalizações e as investigações, os casos de escravidão só crescem. Tais informações são apenas uma amostra de uma problemática que alcançou visibilidade, posto que objeto de investigação. Imaginemos aquilo que não chegou ao conhecimento das autoridades. 
Que um dia possamos abolir de vez a escravidão! 

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Trazemos para os nossos leitores uma bela poesia

do multiartista Totonho Laprovitera

 

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Fortaleza, Amante

Totonho Laprovitera

 

As ruas descalças contam mil histórias
Da menina, mulher, dourada de sonhos
Da pureza da calma de um grande amor
À natureza da alma de um pescador

Traçadas as praias pela beira do mar, 
Em desenho pintado pelo verde das águas
São beijos de língua com gosto de sal,
Pecados, vontades, razões de viver

Sopra a brisa com cheiro do amar
Embalando os corpos a navegar
Tem fachos de sol o calor dos desejos
Dos namorados banhados de luar

O brilho no olhar da luz das estrelas
É clarão de farol que guia a certeza
E norteia a beleza da delicadeza,
Para amante ser minha a Fortaleza!