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CINEMA E ARTE

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  23. 05.22

De Maria Sanford de Neira, personalidade artística de trajetória internacional, já manteve escola de dança e programa de televisão na Colômbia.
: - O balé é uma arte profundamente expressiva, pois possibilita ao ser humano transmitir os mais nobres e belos sentimentos por meio de um seu próprio corpo.


Do icônico empresário e jornalista Amadeu Barros Leal, que ousou enfrentar o poderio de Hollywood ao criar, em Fortaleza, a cadeia de cinemas Cinemar, responsável por trazer ao Ceará as grandes produções dos estúdios europeus.
: - Não se pode dizer que o público prefere maus filmes, quando desconhece o lado bom da Sétima Arte.

De Blanchard Girão, jornalista e escritor conhecido tanto pelo seu talento quanto por sua integridade de caráter.
: - Todo fato deve ser criteriosamente investigado antes de sua publicação, pois só assim se atinge o objetivo de exercer um jornalismo correto.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  16. 05.22

 De José Afonso Sancho, empresário e político, criador do jornal Tribuna do Ceará, em entrevista que me concedeu para o caderno Gente do DN:
- Muitos políticos brasileiros, depois de eleitos, parecem esquecer de suas responsabilidades éticas em relação aos que o elegeram.


Do sempre lembrado jornalista Neno Cavalcante, intransigente defensor dos direitos de desfavorecidos pelo sistema:

- Ser coerente é um dos méritos incontestáveis na prática do direito de viver, inclusive é um dado fundamental no exercício do correto jornalismo.
 

De Mirtes Antunes, querida figura nos meios sociais de Fortaleza:
- Meu saudoso marido, professor Raimundo Antunes Ferreira, sempre enfatizou que o incentivo ao hábito de ler era um item fundamental no processo de desenvolvimento do País.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  09. 05.22

Do inesquecível e íntegro jornalista Dedé de Castro:
- O jornalismo é a profissão por excelência para se aprender algo de novo todos os dias.


Da grande atriz Maria Fernanda, filha da famosa poetisa Cecília Meireles:
-Tennessee Williams, expoente do teatro norte-americano e internacional, é um dos autores que adentrou mais profundamente a alma humana.

 

Do museólogo e profundo estudioso de Arte Henrique Barroso:
- A essência de toda obra de arte está no espanto que ela causa em determinado momento.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  02. 05.22

De Paurillo Barroso, compositor cearense de renome internacional, autor da famosa opereta "A Valsa Proibida":
 -Toda casa de Arte é um templo, a exemplo de teatros e museus, portanto deve ser frequentada com respeito, admiração e busca de conhecimentos.

De Paulo Betti, talentoso ator de marcantes atuações no teatro e na televisão nacionais:
-Todo artista de caráter deve expressar, embora sem radicalismos, seu posicionamento político, de preferência em favor dos princípios democráticos.

Do estimado homem de Comunicação Augusto César Benevides (Guto), que comandou a fase áurea da Bloch Editores e da TV Manchete em Fortaleza:

-Deve-se trafegar pela vida, antes e acima de tudo, com amor. Em primeiro lugar, com amor próprio.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  25. 04.22

 Do grande cineasta Nelson Pereira dos Santos, diretor de Rio, 40 Graus, em entrevista que me concedeu na casa de João Batista Holanda:
- O cinema deve sempre ter seus alicerces fincados na realidade, embora utilize recursos estéticos da fantasia.

Do conceituado educador Ednilo Soárez, sempre antenado com a formação do caráter da juventude:
- Na responsabilidade social, equilibrada entre a razão e a emoção, reside o autêntico amor pela vida.

 Da bela atriz Sarita Montiel, consagrada no filme La Violeta, quando veio a Fortaleza ser homenageada no Cine Ceará:
-Atuei em grandes filmes de Hollywood, entre eles Serenata e Vera Cruz, mas foi o cinema espanhol que me projetou internacionalmente.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  18. 04.22

Da cultuada acadêmica Fernanda Montenegro, depois de encenar espetáculo para um Teatro José de Alencar quase sem espectadores:
-Fortaleza me parece ser uma cidade de bares lotados e teatros vazios.

 

Do excelente ator Marco Nanini, em entrevista numa de suas temporadas teatrais em Fortaleza:
-Cultura não pode ser considerada artigo de luxo, nem item supérfluo no contexto do desenvolvimento de um país.

 

Da bela atriz italiana Cláudia Cardinale, em matéria que me concedeu para o Diário Carioca, quando veio ao Brasil fazer o filme Uma Rosa para Todos:
-A beleza pode prejudicar a carreira de um artista, pois o público fica sempre a exigir provas irrefutáveis do seu talento.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  13. 04.22

Do multicultural Marcelo Costa, talentoso escritor, historiador, ator, professor e homem de teatro:
 - Fortaleza é uma cidade destrutiva, esmaga de duas maneiras: com a crítica inconsequente ou com o aplauso gratuito. Não há meio termo.

De Simone Bellin, sempre aplaudida em suas festas sobre famosos nomes das artes, ao homenagear a grande cantora francesa Piaf, em evento apresentado por este jornalista no Ideal Clube:
- Cultura tem tudo a ver com alegria.

 

Do jornalista e escritor Fernando Gabeira, ex-ativista político, em conversa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):
- O amor é sempre algo difícil de definir.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  04. 04.22

De Nélia Valença Queiroz, personalidade extraordinariamente lúcida e encantadora, em suas declarações virtuais.
 - Nas coisas mais simples da vida, encontramos os maiores encantos. Ao respirar, agradeça o dom de viver.

 

De Demócrito Dummar, talentoso homem de Comunicação que modernizou a imprensa cearense com o arrojo de suas inovações.
- Os leitores precisam ter direito à livre expressão de pensamento, daí a importância da figura do ombudsman, que lhes dá voz.

 

De Bruno Barreto, internacionalmente famoso cineasta cearense, diretor de Dona Flor e Seus Dois Maridos, excelente adaptação cinematográfica do romance de Jorge Amado.
- O Brasil perdeu sua ingenuidade e, em consequência, grande parte do seu charme.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  27. 03.22

De Irene Mota, pessoa muito ligada aos temas culturais e aos conhecimentos inerentes à condição humana.
- O amor pode aflorar em quaisquer circunstâncias e atitudes, desde que represente o estímulo básico de viver.


De Betty Faria, atriz de sensível talento, quando esteve em Fortaleza com a peça teatral Shirley Valentine.
 - De todos os preconceitos vigentes, um dos mais absurdos é aquele que se volta contra legítimos direitos dos idosos.

 

 De Marildes Vinhas Lopes, dona de extraordinária sensibilidade e grande apreciadora da Sétima Arte.
 - Poucos cineastas conseguiram expressar uma carga poética tão intensa quanto Federico Fellini na obra-prima Amarcord.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  21.03.22

De Tereza Távora Ximenes, personificação da elegância e da mais fina educação:
-"A gentileza para com o próximo representa uma das características fundamentais da elegância de ser".

 

Do senador e homem de Comunicação José Afonso Sancho, que manteve durante anos o jornal Tribuna do Ceará, em entrevista que me concedeu para o Diário do Nordeste:

-"O Brasil possui imensas potencialidades de desenvolvimento e exploração de suas riquezas. Falta apenas uma visão objetiva e bem conduzida' na prática, inclusive com plena honestidade de propósitos, por parte dos administradores do País'.

 

Da psicóloga  Beatriz Jucá, exemplo de sensibilidade e fineza, em comentário virtual:
"Não precisamos ser perfeitos, mas num mundo tão frágil, hostil e transitório, a gentileza precisa estar sempre presente nos mínimos gestos".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  14.03.22

De Virgílio Távora, em entrevista que me concedeu no seu segundo período de governo, numa declaração reservada - O principal caminho, mais do que qualquer outro, para uma decisiva redenção econômica do Ceará, será uma bem planejada exploração de nossas imensas potencialidades no campo do turismo.

 

De Gláucia Tavares, ex-Miss Ceará e uma das principais responsaveis pela profissionalização e valorização da carreira de modelo em nosso Estado; "Hoje, a moda não é apenas um meio padronizado de vestir, cada pessoa se identifica com sua tribo, em estilos que vão dos mais simples aos mais sofisticados".

 

De D. Ignez Fiúza, pioneira em Fortaleza no campo dos antiquários e grandes galerias de arte, sempre com especial talento e lastro cultural, em bate-papo no seu Recanto de Ouro Preto. - Nas artes, encontra-se o principal suporte e o maior estímulo ao empenho de viver.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  08.03.22

De Graça Dias Branco da Escóssia, nome de destaque no empresariado cearense e detentora de sensível personalidade:  O sentimento que mais me envolve e me toca profundamente é aquele que fala de amor aos elementos essenciais da vida, autênticos construtores da felicidade. Quer seja em um livro, um filme, ou uma bela canção, encantam-me as mensagens de valorização da família, das pessoas que amamos e, também, da solidariedade cristã ao próximo.    

 

De Nélia Valença Queiroz, que cultua com arte os sentimentos nobres e valorizadores da condição humana:  "O mais nobre dos sentimentos creio ser a compaixão. Aqueles que têm a capacidade de se colocar no lugar do outro são dotados de especial sensibilidade, seres espiritualmente desenvolvidos. Já o pior defeito humano é a avareza. Terrível, pois habitualmente são pessoas que não abrem mão de um alfinete, mesquinhos. Na maioria das vezes, infelizes ao extremo".   

 

De Ethel Whitehurst, incansável batalhadora na divulgação e preservação de valores do artesanato cearense: "Sinto-me feliz em ajudar os mais carentes, dando-lhes chances de empreender e crescer. Fazer o bem faz bem, tenho plena consciência disso".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  28.02.22

 De Elke Maravilha, um dos mais fortes e convincentes exemplos de autenticidade humana e consciência cívica que já conheci pessoalmente:

-A forma como me produzo para o público não significa exibicionismo vulgar, mas revela a minha maneira de contestar preconceitos conservadores.

 

De Germana Cabral, talentosa jornalista que marcou época na imprensa cearense ao editar o caderno Siará para o Diário do Nordeste:
- Quanto mais simples e direta for sua forma de redigir, mais chances o jornalista terá de transmitir sua mensagem.


Do querido Willame Moura, vice-presidente da Associação Cearense de Imprensa - ACI:
-O cinema do passado tem muitas coisas belas a nos repassar no presente.

 

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  21.02.22

Da jornalista Kelly Garcia, autora do livro Cidades Invisíveis, que já parte para a segunda edição.
-Hoje estou segura de quem é o autor da história do mundo. Então, não preciso me desesperar. Esse mundo vai passar mesmo.

Da querida atriz Rosamaria Murtinho, casada há décadas com o ator Mauro Mendonça.
-O maior ingrediente do amor duradouro é o respeito mútuo.

Da inesquecível e bela atriz Tônia Carrero, em entrevista que nos concedeu no Theatro José de Alencar.
-Nenhum ator deve ter preconceito contra qualquer gênero teatral, para não se estereotipar. Fiz desde a comédia Constantina à trágica Navalha na Carne, de Plínio Marcos.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  14.02.22

Do grande jornalista Dedé de Castro, quando foi meu editor nos Diários Associados:
- Sou de um tempo em que se fazia jornalismo com amor e acentuado espírito investigativo.


De Fábio Assunção, famoso ator da televisão brasileira, em entrevista que me concedeu para o programa Gente Urgente:
-O sabor do sucesso quase sempre é passageiro e todos nós atores devemos ser conscientes disso.


Do escritor José Alcides Pinto, que marcou época na literatura cearense por sua ousada criatividade:
-O relacionamento entre intelectuais e poderosos sempre foi muito difícil, porque o verdadeiro artista abomina a opressão do poder.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  07.02.22

Do publicitário de brilhante inteligência e cinéfilo convicto Braz Theóphilo:

- No cinema de todos os países houve atrizes muito belas, mas nada supera o encanto muito próprio das arrebatadoras atrizes italianas.

Do famoso cearense Aderbal Freire Filho, homem de Teatro com grande renome, em entrevista concedida para minha página em parceria com Fernanda Quinderé, no DN:

-Minhas noções básicas da arte teatral vêm do grande mestre cratense Waldemar Garcia.
 

Do talentoso cineasta Nelson Pereira dos Santos, em entrevista durante a recepção que lhe foi oferecida pelo casal João Batista Holanda
-Apesar de todo o seu poder de gerar fantasia, o cinema sempre deve manter compromisso com a realidade.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  31.01.22

Do sempre lembrado jornalista José Rangel, que durante décadas foi carinhosamente cultuado pela sociedade de Fortaleza como profissional e amigo:
- No colunismo social, o respeito à privacidade das pessoas deve prevalecer acima de tudo.

Da querida Dodora Guimarães, que expandiu seu talento desde a área da publicidade aos mais nobres setores culturais do Ceará.
- Sempre tive essa vontade de invenção, minha passagem do campo da publicidade para o setor das artes plásticas e visuais se deu normalmente, mas é evidente que o Sérvulo Esmeraldo me abriu novos horizontes.

De Lúcio Brasileiro, um dos jornalistas de sociedade com maior tempo de atuação em seu gênero na imprensa de todo o mundo, em declaração para meu livro Colunistas e Colunáveis.
- O que torna um jornal diferente do outro são os colunistas que neles atuam.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  25.01.22

Da colunista Leda Maria Souto, que sempre se manifesta contra a progressiva robotização do ser humano:
Sempre selecionei as pessoas pela sua bondade, pela sua leveza e por sua inteligência.

 

Do colunista Klinger Mota, que se destacou pela originalidade de suas promoções, a exemplo da Noite Cigana:

Nada herdei da minha coluna, pois sou rigorosamente honesto. Às vezes me pergunto se valeu a pena ter sido assim.

 

De Tereza Gomes, personalidade que marcou presença na sociedade cearense por seu espírito altamente humanitário e solidário: 
Caridade tem que ser feita em silêncio, sem alardes, ou deixa de ser caridade.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  17.01.22

De Flávio Torres, que fala sobre sociedade desde o programa Studio 2, da pioneira TV Ceará:
No início da minha carreira, as pessoas eram mais sóbrias em suas atitudes, havia um padrão de elegância raramente transgredido.

 

Da querida jornalista Sônia Pinheiro, conhecida entre seus admiradores como Flor da Crônica:
Não existe ninguém que não possa ser citado em uma coluna, qualquer um pode merecer seus minutos de glória, faço restrições apenas a quem é mau caráter.

De Moema Guilhon, muito estimada figura da tradicional sociedade cearense:
A noite de Fortaleza era encantadora e me orgulho muito de haver participado dela ao lado de meu inesquecível marido Ernani Guilhon, um empreendedor de alto astral no campo do lazer noturno.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  10.01.22

De Cláudio Cabral, uma unanimidade de benquerença no colunismo social -
Saber preservar amizades é um dos mais nobres objetivos que devemos cultivar ao longo da vida.

Do talentoso jornalista e excelente caráter Aderbal Bezerra -
O problema maior da seleção brasileira de futebol é o Tite, que teima em escalar seus afilhados, em detrimento dos melhores jogadores.

De Paulo Betti, famoso ator, em entrevista que nos concedeu para o DN -
Quem afirma não ter posicionamento político torna-se uma abstração, pois todo cidadão é um ser político.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  03.01.22

De Raquel de Carvalho Chaves, sobre as intenções preconcebidas nas distorções da verdade:
"Há sempre dolo na mentira".


Da talentosa jornalista Edna Pontes, em uma de suas preciosas advertências nas redes virtuais:
 "Em lugar onde não há atividades culturais, a violência vira espetáculo".


Da querida Beatriz Jucá, detentora de contagiante sensibilidade:
"O melhor do Ano Novo são os velhos amigos".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  27.12.21

De Parsifal Barroso, intelectual e político de vasta cultura, profundo pesquisador da realidade do nosso Estado:
"A expansão do poder criativo do cearense é um tanto prejudicada por seu excesso de individualidade".

 

Da atriz Cristiana Oliveira, em entrevista que me concedeu na TV Diário:
 "Para compor meu principal papel televisivo, na novela "Pantanal", inspirei-me na pureza de uma criança, no caso minha própria filha".

 

Do excelente ator Marco Nanini, em uma de suas temporadas em Fortaleza:
"Cultura jamais será um item supérfluo, como querem os áulicos da insignificância".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  20.12.21

De Graça Dias Branco da Escóssia, personalidade muito querida por suas excepcionais qualidades como empresária e ser humano sempre voltado para a essência do espírito cristão:
 "Natal significa Paz, Amor e Renascer, preciosos sentimentos que sempre devemos resguardar em nossos corações".

 

De Olga Sanford, detentora de relevante atuação no campo do voluntariado de assistência social aos carentes:
"Na mensagem cristã, tão presente no Natal, sempre encontramos inspiração e motivação para nosso trabalho de solidariedade ao próximo".

 

De Luciano Titara de Mesquita, conhecido pelo apreço aos valores culturais, por tudo que eles expressam em favor da união das pessoas:
"O Natal está diretamente ligado a nossa Cultura, inclusive pelo transcendental colorido, que expressa elevado grau de espiritualidade".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  13.12.21

De Maninho Brígido, um dos mais queridos e conceituados expoentes da Propaganda no Ceará:
 "O conselho que eu daria a um iniciante no campo da Publicidade seria em relação a entender que a mentalidade agora precisa ser no on-line, dentro de dados e métricas, porém sem esquecer da força e da importância do off-line".

De Betty Faria, talentosa atriz da televisão e do teatro nacionais:
 "Sempre houve preconceito contra a velhice, só que ele se tornou mais intenso, apesar da expansão da expectativa de vida abrir novas perspectivas para os idosos".


Do grande e inesquecível ator Paulo Autran, em entrevista que nos concedeu para a TV Diário:
"Nunca se deve subestimar os silenciosos. Você nunca sabe o que eles têm a dizer".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  06.12.21

 Da sensível Marildes Vinhas Lopes, sobre o lançamento do livro "corvos contra a noite", de seu filho Diego Vinhas, dia 8 deste mês, na Livraria Lamarca:

 "Sempre é tempo de poesia e vale enfatizar que o livro de Diego foi um dos finalistas, em seu gênero, no importante Prêmio Jabuti 2021".

 

Do jornalista Nonato Albuquerque, que une o brilho do talento a um nobre caráter, em seu espaço virtual:
"Não se detenha só no passado. O parabrisas  é maior do que o retrovisor, para você se ocupar com o que está a sua frente".

 

 Da bela e inesquecível atriz Tônia Carrero, em entrevista que nos concedeu para o Diário do Nordeste:
"Minha alardeada beleza física não me fez necessariamente amada, em minha vida fui, sobretudo, apenas desejada".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  29.11.21

De Nélia Valença Queiroz, personalidade que cultiva o lado belo da vida, ao citar o notável escritor e pensador Oscar Wilde em seu espaço virtual:

"Somos todos iguais, mas alguns de nós olham para as estrelas".

 

De Ângela Gurgel, querida e talentosa jornalista:

"Quando pensarem em 'reveillon' agora, pensem, também nas consequências. Não às aglomerações".

 

De Rosamaria Murtinho, famosa atriz da televisão e do teatro nacionais: "Uma só palavra gentil tem o dom de fazer criar novos caminhos e estimular a crença nos valores positivos da vida".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  22.11.21

De José Guedes, artista plástico de grande talento e nobre caráter, altamente antenado com a realidade que nos cerca:
"Viva a vacina. Viva o SUS. Mas não podemos relaxar ainda a respeito da pandemia".

 

De Beatriz Jucá, exemplo de sensibilidade e fineza, em comentário virtual:
"Não precisamos ser perfeitos, mas num mundo tão frágil, hostil e transitório, a gentileza precisa estar sempre presente nos mínimos gestos".

De Ethel Whitehurst, constante presença em movimentos de relevantes ações com o objetivo de ajudar o próximo:
"Todo ser humano consciente deveria sentir-se feliz por contribuir para uma sociedade mais justa e igualitária".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  15.11.21

De Tereza Távora Ximenes, personificação da elegância e da mais fina educação:
"A gentileza para com o próximo representa uma das características fundamentais da elegância de ser".

 

De Leda Maria Souto, estimada jornalista e colunista social:
 "Quem sabe amar, quem tem energia, emoções, imaginação e humor terá sempre espaço em meus registros".

 

De Marciano Lopes, cultuado memorialista e escritor, que marcou época na imprensa cearense:
"A nobreza do passado, se hoje posta em prática, entraria em choque com o comportamento atual".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em  08.11.21

De Graça Dias Branco da Escóssia, querida empresária e extraordinário ser humano:

"Os sentimentos que mais me envolvem e me tocam profundamente são aqueles que constroem a felicidade junto ao carinho da família, dos seres que amamos e do próximo".

 

De Elizabeth Savalla, popular atriz da televisão e do teatro nacionais:
"O talento é muito importante na carreira de um artista, mas também são fundamentais o esforço contínuo e o renovado empenho de aprender".

 

De Kelly Garcia, jornalista e escritora, autora de "Cidades Invisíveis":

"Fortaleza pulsa, dinâmica, sempre se modificando. Meu livro surgiu das saudades, das fotografias que se desvanecem, do desejo de se apropriar e ressignificar a cidade, como um presente".

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em  01.11.21

De Geraldina Amaral, jornalista e professora, uma das pioneiras do colunismo social no Ceará: "Fazer jantar de adesão nos anos dourados estava fora de qualquer cogitação, seria considerado uma heresia. Os colunistas ofereciam grandes jantares e recepções, com tudo grátis para os convidados".

 

De Marcondes Viana, criador de uma linguagem informal na área do colunismo de sociedade: "Sempre detestei política, mas a chamada esquerda festiva convivia pacificamente com simpatizantes da direita no saudoso barzinho Balão Vermelho, que marcou época na Avenida Duque de Caxias".

 

Da querida jornalista Sônia Pinheiro, conhecida entre os admiradores como "A Flor da Crônica", em depoimento para meu livro "Entrevistas Sobre o Comportamento Social": "Mesmo quem não tem um centavo pode fazer por onde ter seus momentos de glória na mídia, ser notícia, no bom sentido, não significa ter dinheiro".

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em 25.10.21

De Jô Soares, comediante, escritor e entrevistador, quando protagonizou um vídeo de propaganda que criei para um banco, na agência publicitária de Anastácio Marinho. - A criatividade do nordestino é uma das características marcantes dessa singular região de nosso País.

 

De Mônica Arruda, figura de expressão na sociedade cearense, que sempre une a admiração pelo belo ao apreço e valorização da Cultura, em diálogo virtual. - É lamentável o descaso ao qual geralmente se releva a preservação da bela memória urbana de Fortaleza.

 

De Ethel Whitehurst, incansável batalhadora na divulgação e preservação de valores do artesanato cearense: "Sinto-me feliz em ajudar os mais carentes, dando-lhes chances de empreender e crescer. Fazer o bem faz bem, tenho plena consciência disso".

 

 

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em 19.10.21

 De Marildes Vinhas Lopes, cinéfila de carteirinha e pessoa de extraordinária sensibilidade.

:- "O cinema me proporciona momentos de significativa realização sensorial e artística, mas foi Amarcord, de Federico Fellini, o filme que mais me impregnou do verdadeiro sentido e da essência da Sétima Arte".

 

Do grande e saudoso ator Paulo Autran, quando de sua última vinda a Fortaleza, em bate-papo para a TV no Theatro José de Alencar.
: - Se eu tivesse de começar minha carreira hoje, não teria conseguido as chances que conquistei. Sobretudo por causa da televisão, atualmente se dá prioridade aos dotes físicos, em detrimento do talento real. Eu nunca fiz o gênero galã.

 

De Olga Sanford, carismática e elegante empresária, dotada de forte personalidade e luz própria.

: "Elegância não se relaciona somente a aparência. Requer, também, compromissos permanentes com valores éticos, morais e de educação básica".  

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por José Augusto Lopes em 11.10.2021

De Augusto César Benevides, o querido Guto de tantos amigos, presença marcante na área da Comunicação:  

-A saudade é que faz as coisas pararem no tempo, já dizia o sábio poeta Mário Quintana.

De Geraldina Amaral, inesquecível escritora e jornalista, uma das pioneiras do colunismo social no Ceará:
- Um dos principais objetivos de uma coluna jornalística, seja qual for seu gênero, sempre deveria ser a valorização de personalidades do mundo cultural e artístico.

De Salomão de Castro, estimado líder no jornalismo cearense, respeitado por seu trabalho no comando da Associação Cearense de Imprensa - ACI:
- O caráter e sensibilidade social devem ser medidos não por meio de um embate retórico, mas através de ações concretas de atores sociais.

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por José Augusto Lopes em 04.10.2021

De Demócrito Dummar, homem idealista que revolucionou a imprensa do Ceará, ao trazer para o Grupo de Comunicação O Povo as mais modernas tendências da mídia nacional e internacional:

-A figura do ombudsman representa um meio democrático de expressão que dá vez e voz aos leitores.

 

De Eusélio Oliveira, criador da Casa Amarela da Universidade Federal do Ceará - UFC - e responsável por iniciativas marcantes no desenvolvimento cultural de nosso Estado:

-Cabeça erguida e firmeza de propósitos são fundamentais para se vencer os desvios da ignorância e o desamor em relação às artes.

 

De Nélia Valença Queiroz, uma pessoa bela em todos os sentidos, em registro nas redes virtuais:
- Devemos encontrar encantamento nas coisas mais simples. Respire, agradeça o dom da vida.

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por José Augusto Lopes em 27.9.2021

Do então governador César Cals de Oliveira, decisivo consolidador do Ceará como destino turístico: 
Toda democracia deve assegurar ao cidadão o direito de expressar abertamente o seu pensamento, de escolher o seu trabalho, de ter acesso aos meios propicia dores de saúde, educação e moradia adequada.

 

Do notável jornalista Lustosa da Costa, sobre os livros escritos por Audifax Rios:
Sua obra literária só tende a crescer com o passar do tempo, em prestígio e conceito, quanto mais suas criações forem lidas e conhecidas.

 

De Stelinha Frota Salles, conceituada promotora de importantes eventos sociais: 
Toda recepção precisa ser projetada nós mínimos detalhes. Um deles é a localização dos convidados, sempre se deve juntar aqueles que possuem alguma forma de afinidade.

REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 20.9.2021

De Fernanda Quinderé, escritora e atriz, personalidade marcante na sociedade cearense: "A coluna social registra não apenas a transformação das criaturas, mas também de seus costumes. Difere-se da coluna política, que registra apenas a transformação do poder".

 

De Marcondes Viana, responsável pela criação de uma linguagem sem preconceitos no jornalismo de sociedade: "Fortaleza já foi bem mais provinciana do que hoje, cheguei a ser desafiado para um duelo, numa boate então muito em voga, por famoso membro de uma conhecida entidade de extrema-direita".      

 

Da bela e talentosa jornalista Sônia Pinheiro, que Lúcio Brasileiro carinhosamente denominou de Flor da Crônica: "Não existe ninguém 'incolunável', para criar um neologismo, só procuro excluir de minhas citações quem é ostensivamente mau caráter".

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por José Augusto Lopes em 13.9.2021

De Irene Mota, dona de marcante personalidade e sensível cultivadora do universo cultural:
"O mais nobre dos sentimentos humanos é o Amor, múltiplo em suas formas de manifestação e fonte inesgotável do sentido de viver".

 

De Eduardo Campos, marcante presença na história da Cultura cearense, autor de obras teatrais nacionalmente famosas como "Rosa do Lagamar":
"Por meio do regional se atinge o universal, em função disso sempre me empenho em retratar fielmente a realidade nordestina".

De Virgílio Távora, notável político cearense, por duas vezes governador de nosso Estado:
"Não se pode administrar bem sem que exista um plano de realizações completo e detalhado, com efetivos rumos e metas a serem cumpridos".

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por José Augusto Lopes em 6.9.2021

Do talentoso educador Ednilo Soarez, quando lhe perguntei qual seria o toque de mestre no campo do aperfeiçoamento educacional: "Transmitir aos docentes amor  pela vida, buscando o equilíbrio entre a razão e a emoção. Viver intensamente cada momento desenvolvendo sua responsabilidade social".

 

De Luciano Titara de Mesquita, cavalheiro que elegeu como estilo de vida a generosidade e a solidariedade ao próximo: "Nunca me arrependi de haver confiado no ser humano, pois o que se colhe de bom na vida tem muito da forma como você interage com as pessoas".

 

Do colunista social Flávio Torres, que comemora seu aniversário dia 9 de setembro, no Ideal Clube: "O contato virtual jamais se compara ao contato presencial, ainda que as atuais circunstâncias nos obriguem a tomar as necessárias precauções".

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por José Augusto Lopes em 23.8.2021

De Nélia Valença Queiroz, que cultua com arte os sentimentos nobres e valorizadores da condição humana:    "O mais nobre dos sentimentos creio ser a compaixão. Aqueles que têm a capacidade de se colocar no lugar do outro são dotados de especial sensibilidade, seres espiritualmente desenvolvidos. Já o pior defeito humano é a avareza. Terrível, pois habitualmente são pessoas que não abrem mão de um alfinete, mesquinhos. Na maioria das vezes, infelizes ao extremo".   

 

De Graça Dias Branco da Escóssia, nome de destaque no empresariado cearense e detentora de sensível personalidade:  O sentimento que mais me envolve e me toca profundamente é aquele que fala de amor aos elementos essenciais da vida, autênticos construtores da felicidade. Quer seja em um livro, um filme, ou uma bela canção, encantam-me as mensagens de valorização da família, das pessoas que amamos e, também, da solidariedade cristã ao próximo.    

 

De Olga Sanford, pessoa muito querida nos meios sociais, que sempre se empenhou em colaborar, como voluntária, em benefício dos menos favorecidos:
 "A descoberta privilegiada de ser útil aos carentes, por meio de meu trabalho no voluntariado, deu um novo e paralelo sentido a minha vida, pois é muito gratificante saber que podemos fazer algo por aqueles, sobretudo idosos, que mais necessitam de nossa ajuda e apoio espiritual".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 23.8.2021

Do artista plástico José Tarcísio, conhecido internacionalmente, em entrevista que me concedeu para o Caderno 3 do Diário do Nordeste: Nenhuma outra forma de Comunicação usa tantos recursos artísticos quanto o cinema: plásticos, literários e musicais.

 

De Tarcísio Tavares, que revolucionou o mundo cultural e formas de comportamento do fortalezense: Com sutileza, toda forma de crítica pode ser expressa, até mesmo em um aparente elogio.

 

Do escritor e militar Cel. Rui Pinheiro, sobre a competência profissional e dedicação do saudoso médico Haroldo Juaçaba: Seu carinho de cirurgião era incomparável e todos que com ele conviveram acreditavam em seus milagres.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 16.8.2021

De Heloísa Juaçaba, quando de sua notável atuação no comando da Casa de Cultura Raimundo Cela. - Muitos talentos artísticos se perdem por falta de apoio e de uma simples oportunidade para mostrar seu trabalho. É preciso que se lute contra essa mentalidade restritiva.   

 

Do talentoso agrônomo e escritor Alfredo Lopes Neto, que foi Secretário de Agricultura do Ceará. -   Na época em que eu nasci, 1947, Fortaleza era uma cidade provinciana. Fazia parte de um país retardado, que vivia da exportação de café e de raras indústrias de tecnologia ultrapassada.

 

Do premiado escritor Alcides Matos, autor do excelente livro de contos O Risco das Decisões. - Não existe no Brasil uma elite mais alienada do que a cearense. Importantes movimentos culturais e artísticos por vezes são alvo de sua discriminação.

REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 9.8.2021

Do erudito Jean-Pierre Chabloz, franco-suíço que adotou o Ceará como sua segunda terra. - A inteligência do cearense, criadora e realizadora, é impregnada de santa paciência.

 

De Klinger Mota, que marcou época no colunismo social de Fortaleza, durante os conturbados anos 1970. - Chiquita Gurgel foi a mais abrangente anfitriã da sociedade cearense, conseguia mesclar intelectuais e jornalistas a grandes empresários sem um pingo de cultura.

 

De Ethel Whitehurst, grande incentivadora e divulgadora, nacional e internacional, da riqueza do artesanato regional. - Sou feliz em poder repassar meus conhecimentos, por saber que assim tenho chances de ajudar o próximo.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 3.8.2021

Do notável jornalista Neno Cavalcante, sempre inconformado com a mentira e a desonestidade. - O carreirismo serviçal me enoja em qualquer profissão, é a prova mais contundente da dubiedade de caráter.
 

Do sensível escritor e artista plástico Audifax Rios, quando lhe perguntei por qual razão o gênero fantástico predominava em seus livros, entre eles Os Búfalos de Campanário e Migalhas para as Serpentes. - Eu escrevo somente sobre a realidade, não acrescento nada, o Nordeste brasileiro é assim mesmo.
 

De Blanchard Girão, jornalista e escritor do mais exemplar caráter. - O jornalismo investigativo, quando realizado com obstinação e seriedade, é o ponto mais forte da imprensa e o princípio básico para nortear a carreira de um profissional da mídia.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 26.7.2021

De Demócrito Dummar, marcante empresário de Comunicação que sempre manteve o idealismo como prioridade, bem acima de interesses menos nobres. - O patrimônio básico de uma empresa é a credibilidade.

 

De Moema Guilhon, personalidade muito admirada e querida nos meios sociais, sobre seu saudoso marido Ernani Guilhon, um dos mais estimados ícones do lazer noturno fortalezense, em entrevista ao meu livro sobre colunismo de sociedade. - O mundo atual não mais possui a compartilhada alegria das noites do passado.

 

De Geraldina Amaral, professora, escritora e jornalista, sobre seus primeiros tempos de atuação no colunismo de sociedade. - Nos anos dourados, os clubes sociais eram verdadeiros núcleos ditadores de comportamento, enquadrados nos ditames moralistas da época e por vezes beirando o exagero.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 19.7.2021

De José Alcides Pinto, polêmico e talentoso escritor cearense, por alguns considerado maldito em decorrência de sua incomum ousadia. - O maior de todos os tabus ainda é o sexual, por nos levar a frustrações, já que o sexo é algo muito necessário no contexto da vida de um homem.

 

De José Afonso Sancho, empresário responsável pela criação do jornal Tribuna do Ceará, que acolheu em sua equipe grandes nomes da imprensa cearense. - Preocupa-me a falta de amadurecimento do brasileiro na área política, tanto na escolha dos candidatos quanto no campo da responsabilidade dos eleitos.

 

Da brilhante Ivonete Maia, que cumpriu notável atuação como presidente da Associação Cearense de Imprensa - ACI - e do Sindicato dos Jornalistas do Ceará - Sindjorce. - Jornalista não se aposenta, é jornalista até o fim da vida, pois sua sede de novas informações vai estar sempre presente.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 12.7.2021

De Assis Santos, profissional que marcou importante presença nos meios publicitários e jornalísticos do Ceará. - Nunca me julguei profissionalmente uma estrela, aquele tipo que é uma constante no universo da propaganda, quase sempre curtido com um ranço de ironia. Prefiro manter meu sotaque cearense.

De Blanchard Girão, jornalista e escritor admirado por seu talento e pela sua nobreza de caráter. - Devo muito ao Liceu do Ceará, colégio onde se gozava de liberdade conceitual, todos os assuntos eram abertamente discutidos, vivia-se muito mais a verdadeira realidade.

 

Do cordial e acessível governador César Cals de Oliveira. - Uma verdadeira democracia se fundamenta no pluripartidarismo, com partidos fortes, sempre a objetivar a preservação das prerrogativas fundamentais do cidadão expressar abertamente o seu pensamento.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 6.7.2021

Do grande político e administrador Virgílio Távora, em entrevista que me concedeu quando governador do Ceará. - A melhor coisa da minha vida foi haver casado com D. Luíza de Moraes Correia, uma mulher sempre envolvida, com firmeza e dedicação, às causas sociais e aos valores morais familiares.

 

De Venelouis Xavier Pereira, talentoso homem de Imprensa que consolidou a identidade do jornal O Estado, no qual trabalhei por algum tempo. - Sei conviver com a diversidade, nunca tentei interferir na visão particular dos profissionais de nossa equipe.

 

De Marciano Lopes, sempre polêmico jornalista e escritor envolvido visceralmente com a preservação da memória cearense. - Quando tanto proliferam no Ceará os analfabetos funcionais, que supostamente sabem ler mas não entendem o que lêem, pensar-se em abrir polos culturais é uma utopia. Vale muito mais abrir boas escolas.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 28.6.2021

De Regina Marshall, colunista implacável na crítica de defeitos, mais quem também sabia destacar os louváveis méritos das pessoas, tais como o alto astral do Dr. Bob Sales, a informalidade de João Airton Cabral - Dão, a presença de espírito de Augusto César Benevides, o senso de humor de Lucille Nóbrega, a beleza e elegância de Nélia Queiroz.  

 

De Bruno Barreto, filho do grande produtor cearense Luiz Carlos Barreto e cineasta de fama internacional. - Dos anos 1960 para cá, o Brasil perdeu sua ingenuidade, que emprestava uma singular característica ao nosso País.   

 

Da inesquecível jornalista e mestra Geraldina Amaral, sobre seus primeiros tempos na imprensa cearense, nos anos 1950. - Naquela época, quase toda mulher, sobretudo quando casada, morria de medo de ir dar entrevistas aos jornais, o marido tinha que revisar tudo depois.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 14.6.2021

Da atriz e cantora Sarita Montiel, eterna La Violetera, em conversa informal quando veio a Fortaleza para ser homenageada no Cine Ceará. - Quando a mulher se interessa por um homem, deve partir logo para o ataque, assim jamais se sentirá depois a coitadinha seduzida e abandonada.


Do poeta, compositor e cinéfilo Vinícius de Moraes, considerado por seus cultores como o autor mais romântico do Brasil. - Alfred Hitchcock é o maior mestre do suspense em qualquer arte narrativa. Só Kafka conseguiu ser tão sutil, com tanta complexa simplicidade.


Da talentosa colunista Sônia Pinheiro, que Lúcio Brasileiro considera A Flor da Crônica. - Uns são dignos de estar em colunas, outros não. Em cada profissão há tanta gente digna quanto inescrupulosos, ou ainda meros canastrões do virtuosismo.

 

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 14.6.2021

De Lustosa da Costa, marco no jornalismo cearense e lúcido observador do comportamento social: "O homem cearense se acanha de agradecer a outro, porque acha que isso lhe compromete a virilidade e afeta a caricatura de machão nordestino. Nesse sentido de cortesia, a mulher cearense é bem mais gentil".


Do jornalista Marcondes Viana, criador do chamado colunismo jovem no Ceará: "Axé-music é uma coisa feia, não tem o menor charme, as pessoas transpiram muito e não se pode sequer sentir o suave perfume das mulheres".


De Fernanda Quinderé, importante presença em diversas atividades artísticas e culturais no Ceará e no Rio de Janeiro: "A coluna social tem méritos, sim. Elege seus mitos, registra a transformação das criaturas, das famílias e dos costumes sociais".

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Repouso e Reflexão

por José Augusto Lopes em 8.6.2021

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Nesses tempos de necessário recolhimento em casa, torna-se oportuna e agradável a revisão dos grandes clássicos do cinema, criados por gênios da Sétima Arte. Numa segunda visão mais íntima, talvez cheguemos bem mais próximos ao cerne de suas mensagens, transmitidas no passado em meio a multidões que costumavam lotar as centenas de poltronas dos antigos e imponentes cinemas de rua de Fortaleza. Havia o elo da vibração coletiva, é certo, mas o momento presente talvez nos dê chance a um aprofundamento maior e, quem sabe, mais intenso.

 
Aproveitem o recesso para fazer dele uma viagem de aprimoramento cultural, inclusive no campo da Sétima Arte. Nada melhor do que conviver durante horas com a beleza do mundo onírico de Federico Fellini, por meio de produções que se utilizam do sonho e da fantasia para analisar profundamente a condição humana. Vejam, ou revejam, Amarcord, E la Nave Va, Ginger e Fred, La Strada, As Noites de Cabiria. Fellini sempre tem algo a acrescentar.

 

Se preferirem a perfeição absoluta da linguagem cinematográfica, convivam por uns dias com o gênio Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. Confira as emoções e tensões de Interlúdio, Janela Indiscreta, Intriga Internacional, Um Corpo que Cai, O Homem que Sabia Demais e inúmeras outras obras-primas do genial cineasta.

 

Mergulhem, enfim, na magia do cinema, absorvam as mensagens válidas do seu conteúdo e o apelo de suas imagens. Com certeza, será amenizada a solidão que atualmente nos é imposta, com os momentos de prazer que um bom filme sempre proporciona.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 1.6.2021

Do colunista Flávio Torres, numa comovida declaração: "Em todos os sentidos, D. Beatriz Gentil Philomeno Gomes merece as honras de ícone maior da sociedade cearense, exemplo irretocável de dignidade e apreço aos valores transcendentais da condição humana".

 

De Marildes Vinhas Lopes, cinéfila de extraordinária sensibilidade: "Fellini tem minha especial admiração porque, como raros outros cineastas, soube atingir o cerne da realidade por meio de um mundo onírico de fantasia".

 

Da inesquecível Ângela Borges, sempre muito enfática em seus posicionamentos pessoais: "No cancioneiro popular, não convém usar esses rótulos de música brasileira, música americana ou música inglesa. A verdadeira divisão é entre música boa e música ruim, bom gosto é um sentimento universal. Adoro tanto Gershwin quanto o melhor de Caetano Veloso".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 25.5.2021

Do intelectual e político Parsifal Barroso, detentor de vasta cultura, em diálogo informal ao escrever seu livro O Cearense: Nosso processo civilizatório veio do interior para o litoral, o que nos fortaleceu a resistência, mas nos limitou um pouco culturalmente, ao inverso do que ocorreu em Pernambuco e na Bahia, por meio de Recife e Salvador.

 

Da fantástica e muito inteligente Elke Maravilha, quando foi nossa colega de júri no festival de cinema For Rainbow. - É doentio se conviver com a hipocrisia, uma das mais desprezíveis faces do comportamento humano.
 

Do meu saudoso pai, desembargador Daniel Lopes, quando se cogitou demolir o prédio onde hoje funciona o Museu do Ceará, ex-Assembléia Legislativa. - Toda tentativa de se destruir nossa memória urbana, histórica e estética, configura um crime digno de punição.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 18.5.2021

De Augusto César Benevides, sensível homem de Comunicação, sempre com atento olhar para a realidade, em comentário virtual. - É tanta paulada diária no bom senso que acabamos banalizando a violência e esquecendo que certas coisas precisam causar indignação.
 

De Kleber Ventura Leite, talentoso artista plástico de radicais posicionamentos sobre o mundo artístico cearense. - Uma boa estratégia de marketing dá para camuflar a ausência de qualidade e conteúdo, sobretudo em terra de tantas culturas rarefeitas como é o Ceará.
 

De Jô Soares, comediante, escritor e entrevistador, quando protagonizou um vídeo de propaganda que criei para um banco, na agência publicitária de Anastácio Marinho. - A criatividade do nordestino é uma das características marcantes dessa singular região de nosso País.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 11.5.2021

Da grande atriz Betty Faria, que chega aos 80 anos sempre autêntica e carismática, quando esteve em Fortaleza para protagonizar a temporada da peça teatral Shirley Valentine. - Faço questão de contradizer e contestar toda espécie de discriminação a respeito dos mais velhos, preconceitos desse tipo devem ser enfrentados com determinação.

 

De Mônica Arruda, figura de expressão na sociedade cearense, que sempre une a admiração pelo belo ao apreço e valorização da Cultura, em diálogo virtual. - É lamentável o descaso ao qual geralmente se releva a preservação da bela memória urbana de Fortaleza.

 

De Bibi Ferreira, a mais completa das atrizes brasileiras, em entrevista que me concedeu numa de suas temporadas locais. - Só se afirmam como obras definitivas os textos que trazem em si, implicitamente, mensagens de Amor e Justiça.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 4.5.2021

De Marcondes Viana, pioneiro do chamado colunismo jovem na imprensa cearense, em depoimento para meu livro Entrevistas sobre o Comportamento Social. - Era uma barra naqueles tempos. Colunista, sobretudo quando fazia um gênero mais informal, se não fosse rotulado de mulherengo, seria um homossexual enrustido. E nunca escapava da pecha de picareta.


De Marciano Lopes, jornalista, escritor e memorialista de estilo muito próprio. - Certa vez, procurei ajuda de conhecida entidade que apregoa apoiar irrestritamente as iniciativas de incentivo cultural. A resposta que tive foi surrealistamente paradoxal. Não temos verba para esse tipo de coisa.

 

De Leda Maria Souto, jornalista que afirma acreditar na resistência quanto ao crescente processo de robotização do terceiro milênio. - Os brutos, os insensíveis que me perdoem, mas  a inteligência e o humanismo são fundamentais.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 27.4.2021

Do grande jornalista Lustosa da Costa, que me confiou o caderno dominical de Cultura do jornal Unitário, quando editor dos Diários Associados no Ceará. - Só prestigie com entrevistas os escritores e artistas que realmente tiverem comprovado valor, pois no campo cultural não se deve misturar alhos com bugalhos.


De Luciano Titara de Mesquita, estudioso cultuador da memória de Fortaleza, sobretudo no tocante a genealogia. - Não se pode negar que antes havia uma marca de nobreza nas tradições familiares de nossa cidade, mesmo entre os clãs menos abastados, o que concedia uma aura de educada distinção a Fortaleza.


De Jean-Claude Brialy, famoso ator francês da Nouvelle Vague, em entrevista que me concedeu para o Diário Carioca. - Os franceses adoram o cinema americano, principalmente o mais underground, mas menosprezam premiações que priorizem o aspecto industrial, a exemplo do Oscar. Preferem os cineastas considerados malditos, como Alfred Hitchcock.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 19.4.2021

De Augusto César Benevides, quando Superintendente da Bloch Editores em Fortaleza, ao promover radical mudança no teor das matérias nacionais sobre nosso Estado. - Não vamos mais mostrar um Ceará de pires na mão. Vamos revelar nossas belezas, nosso potencial turístico, nossa capacidade empresarial. N.R.- E assim foi feito.
 

De Fernando Gabeira, ex-ativista político de esquerda, em entrevista que me concedeu para a revista Manchete. - Creio que ninguém no Brasil tem sido mais cobrado do que eu, por meus posicionamentos pessoais e políticos. É o preço do livre-pensar.
 

Do saudoso jornalista José Rangel, conhecido em sociedade como o amigo José, por sua personalidade extremamente simpática e cordial. - Todo jornalista deve olhar o mundo por um ângulo de observador privilegiado, atento e investigativo.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 13.4.2021

Do jornalista Edmundo (Dedé) de Castro, famoso por sua integridade profissional e caráter solidário: "Todo jornalista interfere, queira ou não, na realidade que o cerca, embora sempre deva preservar princípios de isenção no tocante a ser honesto e verdadeiro na divulgação dos fatos". 

 

Da inesquecível Eva Todor, excelente atriz, em entrevista que me concedeu para o Diário Carioca: "A classe artística deve participar ativamente do que acontece no Brasil, sobretudo no tocante a lutar pela manutenção da estabilidade social e política. Não podemos ser apenas figuras decorativas".

 

De Ethel Whitehurst, incansável batalhadora na divulgação e preservação de valores do artesanato cearense: "Sinto-me feliz em ajudar os mais carentes, dando-lhes chances de empreender e crescer. Fazer o bem faz bem, tenho plena consciência disso".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 6.4.2021

De Norma Bengell, atriz de projeção internacional, responsável pela mais bela e ousada cena de nu frontal do cinema brasileiro, no filme "Os Cafajestes" de Ruy Guerra: "Todos os supostos amigos sumiram depois que envelheci e fiquei doente, inclusive pessoas que ajudei a se projetar profissionalmente. A ingratidão é o pior dos defeitos humanos".

 

De Jean-Pierre Chabloz, europeu que mostrou ao mundo o gênio do pintor primitivista Chico da Silva: "O verdadeiro cearense, o cearense da gema, é, por natureza, um grande sentimental de sangue quente, sempre muito intenso em sua vida afetiva".    

 

De Virgílio Távora, político de larga visão, em entrevista que me concedeu quando governador do Ceará: "Embora a política seja no fundo um jogo de aparências, torna-se vital, nesse campo, a preservação de convicções próprias e da autenticidade moral de cada um".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 30.3.2021

De Elizabeth Savalla, atriz de sucesso na televisão e no teatro, sobre afirmação profissional: "O principal fator a ser considerado para o sucesso na carreira de ator é uma autêntica vocação, aliada ao persistente propósito de se aperfeiçoar. Não sendo assim, qualquer sucesso será efêmero".

 

De Olga Sanford, expoente da sociedade fortalezense, grande apreciadora das atividades culturais e artísticas: "Embora a História registre tentativas de apagões na Cultura, o amor aos conhecimentos sempre teve forças para prevalecer".

 

Do inesquecível Guilherme Neto, extraordinário talento no campo da Comunicação cearense, em palestra quando foi meu chefe nos Diários Associados: "Vencer na vida é uma questão de erguer a cabeça e confiar em si mesmo, sempre há uma maneira de encontrar e desenvolver sua reserva de valores".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 22.3.2021

Do inesquecível Eduardo Brígido Monteiro (Dudu), pioneiro da publicidade moderna no Ceará, ao aconselhar-me no início de minha carreira: "É preciso muito tato para exercer a profissão de jornalista, pois ela é cheia de surpresas e armadilhas".
 

Do empresário Ivens Dias Branco, dotado de larga visão e sempre grandioso em sua maneira simples de ser: "Tenho como inspiração a sabedoria das palavras de São Paulo - Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a Fé".
 

Do escritor José Alcides Pinto, em entrevista que me concedeu sobre o relacionamento entre o intelectual e o Poder: "Sempre é uma relação muito ambígua, pois o artista prioriza a fantasia e o Poder é pautado na opressão, na força e na insensibilidade".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 15.3.2021

Da jornalista Regina Marshall, criadora de um estilo franco e incisivo no colunismo social cearense: "Há um velho princípio jornalístico: informante é como amante, jamais se revela. Mas o colunista deve ter opinião formada e não ter medo de dizer a verdade".
 

De Kleber Ventura Ventura Leite, artista plástico cearense com renome nacional:  "D. Heloísa Juaçaba custeava passagens de seu próprio bolso para nossos artistas pobres irem expor no Sudeste, sua única discriminação era contra a falta de talento e o oportunismo".
 

De Leila Diniz, polêmica atriz prematuramente desaparecida em um desastre aéreo, renovadora de costumes e batalhadora em favor da liberação da mulher, em entrevista num teatro de Ipanema: "Para se chegar aos instintos verdadeiros dentro da gente, é preciso que nos libertemos de tudo que nos foi ensinado".

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por José Augusto Lopes em 8.3.2021

Do jornalista Lúcio Brasileiro, cuja vida, desde os 15 anos de idade, tem sido dedicada ao colunismo social: "O colunista tem que acreditar naquilo que está escrevendo, tenho que ter um respeito muito grande pela minha alimentação que é o público".

 

Da jornalista Leda Maria Souto, em entrevista coletiva da qual participei: "Jornalismo especializado é o nome certo para colunismo social. Ele confere uma releitura leve às notícias ao explorar também o lado pitoresco dos fatos, e é isso que seduz tantos leitores".
 

Do jornalista Flávio Torres, sobre sua própria profissão: "É fundamental para o colunista ter boas fontes, além de nutrir respeito pelas pessoas. Pitadas de humor também são válidas, embora às vezes a intenção de fazer rir seja confundida com ofensa".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 1.3.2021

De Parsifal Barroso, político e intelectual de imensa e versátil cultura, profundo estudioso da realidade cearense e dos fatores decisivos na formação cultural e social de nosso Estado: "O Ceará é um país dentro de um país".    


De Emiliano Queiroz, aplaudido ator cearense que conquistou o Brasil com suas atuações na televisão, no teatro e no cinema: "Por mais que um artista se projete fora de sua terra natal, ele sempre conserva intocados, para seu próprio fortalecimento, os vínculos que o prendem às suas origens".


De Jean-Pierre Chabloz, suíço-francês que lançou para o mundo o talento extraordinário do pintor primitivista Chico da Silva: "De todos os Estados brasileiros, o Ceará é, muito provavelmente, o mais autóctone, o mais autêntico, o mais original".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 22.2.2021

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Nenhuma outra atriz brasileira conseguiu conquistar tanta projeção e tantos prêmios internacionais quanto a cearense Florinda Bolkan, filha do poeta e intelectual Soares Bulcão, nascida na pequena cidade de Uruburetama. Florinda ganhou vários David de Donatello, o Oscar da Itália, foi Melhor Atriz pela Associação dos Críticos de Los Angeles e, também, a única artista nacional a participar de uma produção agraciada com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: "Investigações sobre um cidadão acima de qualquer suspeita", de Elio Petri. Campeã de bilheteria em sucessos do porte de "O Anônimo Veneziano", "Caros Pais" e "Flávia, a Muçulmana", a atriz chega aos declarados 80 anos com a honraria de pertencer ao seleto grupo da Academia Europeia de Cinema. Realizou um filme no Ceará: "Eu não conhecia Tururu", em cujo roteiro incluiu lances autobiográficos. Atuou com diretores famosos do nível de Vittorio De Sica e Luchino Visconti, que a revelou para a Sétima Arte no ousado "Os Deuses Malditos". Fui o primeiro jornalista brasileiro a registrar o sucesso de Florinda na Europa, com a matéria "Uma Flor Cearense em Roma", publicada no Correio do Ceará, dos Diários Associados.

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Um nome a respeitar

por José Augusto Lopes em 15.2.2021

Dizer que a ausência de Franzé Santos representa uma perda lamentável para a cultura cearense é pouco, em face do imenso legado de contribuições, sobretudo na área do cinema, que ele promoveu com sempre renovada dedicação. Pode-se dizer que Franzé Santos respirava cultura. Digna de registro é sua vocação para o campo de meritórias atuações e promoções no campo da divulgação de conhecimentos úteis ao desenvolvimento da mente.
Acompanhei seu trabalho desde a época em que atuou na Credimus, passando por sua marcante presença na fase áurea dos cinemas do Centro Cultural Dragão do Mar, quando seu poder de agregar e divulgar se fez sentir com toda intensidade.
Obteve então grande sucesso a realização das sessões Cinema com Tapioca, nas quais um público fiel aplaudia grandes sucessos da Sétima Arte, com direito a um café matinal. Tive a honra de ser homenageado por Franzé, por minha atuação como crítico cinematográfico, duas vezes no Dragão do Mar e, mais recentemente, no Museu da Fotografia. Às vezes injustiçado por pessoas alheias ao valor da cultura e das artes, Franzé Santos costumava me dizer em papos informais - Trabalhar com cultura é minha realização de vida, embora tenha de lidar com barreiras e incompreensões, tal como ocorreu com os guerreiros Cláudio Pereira e Eusélio Oliveira.
Saudades, Franzé, muitas saudades.

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em 8.2.2021

Da formosa atriz Tônia Carrero, em entrevista que nos concedeu quando veio lançar sua autobiografia em Fortaleza: "Beleza física não contribui, como muitos pensam, para a felicidade na vida amorosa. Pelo contrário, por vezes até se torna um fator prejudicial".

 

Do muito querido colunista Cláudio Cabral, em conversa informal na redação do Diário do Nordeste: "Gosto de recordar em minha coluna momentos inesquecíveis do passado, pois assim posso valorizar a importância das grandes amizades que todos devem cultivar ao longo da vida".

 

Da inesquecível jornalista Regina Marshall, em depoimento para meu livro "Colunistas e Colunáveis": "É lamentável, mas apesar do esforço de alguns jornalistas e promotores culturais, o cearense não inclui o hábito de ler nem entre suas formas alternativas de passar o tempo. Claro que existem as honrosas exceções, porém, de maneira quase generalizada, há um desapego em relação às manifestações artísticas e culturais".

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em 1.2.2021

De Cláudio Pereira, cujas limitações físicas nunca o impediram de ser um dos mais atuantes e onipresentes agitadores culturais de Fortaleza, inclusive como Secretário da Prefeitura local, onde marcou presença com sua personalidade expansiva e contagiante - Cultura e Alegria jamais serão palavras incompatíveis, pois no cerne da cultura está o princípio de ser feliz.


De Sônia Pinheiro, brilhante colunista que conquistou a sociedade cearense com seu versátil talento. - Não tenho nenhum preconceito contra os chamados emergentes, respeito os self-made-men que subiram na vida com honestidade. Só procuro excluir de minhas citações quem é comprovadamente mau caráter.


De Marcondes Viana, responsável pela criação de um linguajar jovem no jornalismo de sociedade, sem discriminar os leitores mais velhos, declarou-me com convicção que, tanto ontem como nos dias atuais, só se aceitam elogios, jamais críticas, mesmo construtivas.

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Melhores Momentos 

por José Augusto Lopes em 25.1.21

Augusto César Benevides, o estimado Gutinho, foi o primeiro a revelar ao Brasil as potencialidades turísticas do Ceará, quando representante local da Bloch Editores. Comandou a produção de uma série de grandes matérias jornalísticas para revistas de ampla circulação nacional como a Manchete - e até para a Geográfica Universal. Guto é fã incondicional de cinema e dá preferência a filmes românticos. Seu predileto é uma produção que já nasceu clássica: As Pontes de Madison, de Clint Eastwood, na qual o talento de Meryl Streep brilha intensamente.

 

Saudoso Venelouis Xavier Pereira pode ser considerado um elogiável lançador de talentos na imprensa cearense. Estrearam em seu jornal O Estado, entre outros profissionais de grande valor:  Sônia Pinheiro, Regina Marshall, Dário Macedo, Fernando Maia, Newton Pedrosa. Tive a honra de assinar uma página sobre cinema no jornal de Venelouis.

 

Marildes Vinhas Lopes, cinéfila de extraordinária sensibilidade, valoriza o lado onírico do cinema como fonte vital da magia emanada pela Sétima Arte. Por isso entende como ninguém a genialidade do diretor Federico Fellini e tem no visceral Amarcord um exemplo de como se atinge a perfeição artística por meio dos símbolos e ícones cinematográficos, num misto de sonho e realidade.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 18.1.21

Do grande ator Jofre Soares, que viveu no cinema a icônica figura do Padre Cícero. - Na religiosidade e no singular misticismo do povo nordestino reside a notável capacidade de resistência da nossa gente.

 

Da bela e talentosa atriz Eva Wilma, em entrevista que me concedeu numa de suas temporadas em Fortaleza. -  Velhice é sobretudo um estado de espírito, que depende bastante da maneira de cada ser humano encarar a vida.
 

Da inesquecível atriz Karla Peixoto, que brilhou na fase áurea da televisão cearense. - O senso de humor é que faz a diferença, para melhor, no caráter e na inteligência das pessoas.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 11.1.21

Da inesquecível Sandra Gentil, ícone de beleza e autenticidade que marcou época na sociedade cearense. - Todo tipo de preconceito é extremamente prejudicial ao pleno desenvolvimento das verdades intrínsecas do ser humano. Abomino certas formas, inclusive veladas, de discriminação ao próximo.


Do jornalista Stenio Azevedo, que durante muitos anos coordenou o concurso Miss Ceará. -  A verdadeira beleza vem do interior das pessoas. A aparência física apenas realça essa virtude fundamental. Isso também é válido para as concorrentes aos concursos de Miss


Do ex-governador do Ceará e notável político Virgílio Távora, em papo informal - Nada há de mais verdadeiro do que a importância de uma grande mulher na vida de um homem.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 4.1.21

Da Miss Brasil e atriz Vera Fischer, que entrevistei no Rio logo após sua eleição como mais bela mulher do País. - Meu sonho e ser atriz e pretendo conseguir isso por méritos profissionais, não apenas pela aparência física.
 

Da talentosa Dirá Paes, de cujas mãos tive a honra de receber o troféu Eusélio Oliveira, no Cine Ceará. - Nenhum artista pode se dissociar da idade que o cerca, pois deve levar em conta sua importância como formador de opinião.
 

Do grande José Lewgoy, que se popularizou por interpretar vilões no cinema, sobretudo nas famosas chanchadas da produtora Atlântida. - Os rótulos podem prejudicar uma carreira artística, pois dificultam o acesso a outros gêneros de interpretação. O público só nos vê de uma forma.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 29.12.20

Do ator Procópio Ferreira, pai da icônica Bibi Ferreira, em entrevista que me concedeu para o Diário Carioca, no Teatro Carlos Gomes do Rio de Janeiro. -  O público de Fortaleza e muito autêntico em suas reações, só aplaude aquilo que realmente aprecia.


Da atriz global Elizabeth Savalla, em uma de suas temporadas no Teatro José de Alencar. -, Não me considero um tipo de beleza,.nem atriz excepcional, o importante é atuar com carinho, empenho e amor ao que se faz na profissão artística.


Do internacionalmente conhecido artista plástico cearense José Tarcísio. - Não aprecio muito o espírito dos grandes e modernos shoppings, porque neles tudo se torna muito impessoal, o lado mais humano de interagir fica em segundo plano.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 21.12.20

Da bela atriz Sarita Montiel, a eterna La Violetera, ao visitar Fortaleza para participar do Cine Ceará, casada com um moço cubano pelo menos 30 anos mais jovem do que ela. - Confesso que a iniciativa da conquista partiu de mim, não concordo que o peso da idade leve a mulher a uma espécie de aposentadoria amorosa.


Da atriz global Arlete Sales, em conversa informal na casa do embelezador Fernô, seu grande amigo. - Fui alvo de pesadas críticas racistas quando casei com o cantor e ator negro Tony Tornado. Não existe preconceito mais virulento e injustificável do que o racismo.


Da inesquecível Glauce Rocha, quando residiu por uns meses em Fortaleza, hóspede do decorador   Luis Antônio Alencar. - O homem cearense geralmente tem uma postura machista, que quase beira a vulgaridade, sobretudo ao tentar conquistar uma mulher.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 14.12.20

Da personalíssima cantora Clara Nunes, que entrevistei no Hotel Savanah de tantas memórias: "Os brasileiros que se envergonham do samba estão a renegar suas próprias origens e denotam uma injustificável forma de preconceito".
 

Do famoso estilista Clodovil, quando se hospedou em férias na Praia das Fontes, em companhia do amigo Lázaro Medeiros: "As competições entre profissionais do mesmo campo de atuação são saudáveis, a concorrência com o costureiro Dener Pamplona de Abreu estimulou muito a ascensão de minha carreira e minha criatividade".

 

Do talentoso compositor Ivan Lins, ao cumprir temporada em Fortaleza, quando casado com a atriz e cantora Lucinha Lins, no auge de seu sucesso: "É da minha família, sobretudo dos meus filhos, que me vem a inspiração e principal motivação profissional, além do próprio apego ao sentido de viver'.

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 07.12.20

Do ator cearense José Wilker, criticado durante muito tempo por supostamente renegar suas origens cearenses: "A mídia confunde as coisas, pois minha formação cultural é nitidamente pernambucana, pelo fato de haver morado vários anos no Recife e lá haver iniciado a carreira artística quando jovem*.

 

De Fernando Gabeira, ex-ativista político de esquerda, em entrevista que me concedeu para revista da Bloch Editores: "Não se pode exigir de alguém rígidas e eternas posturas ideológicas e políticas. As mutações são inerentes ao ser humano e às circunstâncias históricas".

 

Da inesquecível Elke Maravilha, de quem me tornei grande amigo e admirador quando fomos jurados de um Festival ForRainbow de Cinema: "Qualquer tipo de preconceito é abominável, sempre resultante das profundezas mais obscuras e desprezíveis de uma mente pretensamente humana".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 30.11.20

Do brilhante escritor, teatrólogo e jornalista Eduardo Campos, personalidade de relevante expressão na história cultural do Ceará; "O que se modernizou com o decorrer do tempo não foi o chamado colunismo social, mas a própria maneira de ser da sociedade como um todo".

 

Da inesquecível jornalista Regina Marshall, sempre dotada de corajosa irreverência e total franqueza em seus comentários: "É lamentável, mas a maioria dos cearenses não tem a leitura nem mesmo entre seus hábitos alternativos, daí seu desapego a eventos ligados ao contexto cultural e artístico, evidência que se reflete, também, na falta de informação quanto ao que ocorre no mundo".


Do ator Mario Gomes, outrora festejado galã da Tv Globo, antes do irreversível processo de decadência causado por escabrosa campanha difamatória promovida pela mídia sensacionalista: "A calúnia é a mais perigosa arma de destruição profissional, quando utilizada de forma capciosa e massiva".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 23.11.20

Do jornalista Salomão de Castro, presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI), na apresentação do meu livro "Legados Inesquecíveis": "Em tempos sombrios, marcados pela intolerância entre as pessoas frente às estéreis disputas pelo poder, o autor destaca personalidades que assumiram posturas ideológicas distintas, mas de atitudes similares e respeitosas em face das causas sociais".

 

Da escritora, professora e jornalista Geraldina Amaral, ao perceber as sensíveis mudanças então ocorridas no contexto do exercício da profissão jornalística: "Quem, como eu, habituou-se a trabalhar por um ideal, não é fácil se acostumar com a presente visão predominantemente empresarial dos órgãos de imprensa".

 

Do grande ator e diretor teatral Ziembinsky, quando veio a Fortaleza participar do filme ''O Homem de Papel", em bate-papo informal que varou a madrugada, num bar da então concorrida Avenida Leste-Oeste: "A velhice sem erotismo  só existe para quem permite que a imaginação envelheça".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 16.11.20

Do compositor e cantor Ednardo, em entrevista que me concedeu para o tablóide Siará, editado pela nacionalmente premiada jornalista Germana Cabral: "Desconhecer o impacto nacional dos artistas cearenses em todas as áreas de expressão é tentar tapar o sol com uma peneira. Os artistas locais sempre trabalharam conjuntamente esta pauta para o mundo".
Do crítico cinematográfico Pedro Martins Freire, ao referir-se sobre o quanto é importante o papel do cinema político no contexto de uma democracia: "O cinema engajado denuncia tempos de corrupção, de governos e governantes hipócritas, de povos submissos e sofridos, de lutas escusas pelo poder e pelo dinheiro".
Do famoso cartunista, pintor, desenhista e filósofo do cotidiano Mino Castelo Branco: "Minha militância na Juventude Estudantil Católica, que se proclamava de esquerda, sempre me influenciou positivamente e jamais me fez assumir ideologia radical, nem qualquer intenção de pegar em armas".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 09.11.20

De Gláucia Tavares, ex-Miss Ceará e uma das principais responsaveis pela profissionalização e valorização da carreira de modelo em nosso Estado; "Hoje, a moda não é apenas um meio padronizado de vestir, cada pessoa se identifica com sua tribo, em estilos que vão dos mais simples aos mais sofisticados".

 

Do ex-governador do Ceará, saudoso Parsifal Barroso, homem de vasta cultura e acentuado senso estético: "A mais bela mulher que conheci em minha vida foi a atriz Elizabeth Taylor, num salão de hotel em Paris. Seus olhos de singular cor violeta eram hipnotizantes".

 

Da extraordinária Martine Kunz, grande amor da vida do inesquecível agitador cultural Cláudio Pereira, considerada a francesa mais cearense do mundo: "A mais importante característica do fortalezense é jamais abrir mão de sua cidade".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 03.11.20

De Rosamaria Murtinho, a mais simpática e acessível das grandes atrizes globais que já entrevistei: "Nenhum artista deve impor distâncias ou restrições ao seu público de fãs, essa não é a maneira adequada de conquistar para si a mais pura e permanente forma de afinidade e admiração*.

 

Do senador e homem de Comunicação José Afonso Sancho, que manteve durante anos o jornal Tribuna do Ceará, em entrevista que me concedeu para o Diário do Nordeste: "O Brasil possui imensas potencialidades de desenvolvimento e exploração de suas riquezas. Falta apenas uma visão objetiva e bem conduzida' na prática, inclusive com plena honestidade de propósitos, por parte dos administradores do País'.

 

Do jornalista Klinger Mota, cuja coluna teve seu apogeu no auge do regime militar pós-1964, em depoimento ao meu livro Entrevistas sobre o Comportamento Social: "Ser dedo-duro nunca fez parte da minha personalidade. Pelo contrário, por causa da forte amizade que eu tinha com os comandos militares ajudei vários amigos em situação difícil, pelas suas posições ideológicas".

REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 26.10.20

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Da talentosa jornalista Sônia Pinheiro, que os amigos chamam carinhosamente de Flor da Crônica, em depoimento ao meu livro Entrevistas sobre o Comportamento Social: "Os políticos são dotados de mandatos que nos representam no Legislativo e é dessa tribo que temos o direito e o dever de exigir condutas acima de quaisquer suspeitas".


Do então jovem ator Fábio Assunção, no auge de sua carreira, quando veio a Fortaleza em temporada teatral: "A carreira artística é cheia de imprevistos, por isso exige de nós constantes reavaliações e renovações de nossos valores".


Da inesquecível Teresa Gomes, sempre incansável nos seus movimentos sociais em favor de crianças e idosos carentes: "Caridade alardeada não é caridade. Toda ajuda ao próximo requer o máximo de discrição e silêncio".

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REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 19.10.20

Do cartunista Ziraldo, num papo durante a realização do II Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, que cobri para o Diário Carioca: "Não existe elite mais presunçosa e alienada do que a brasileira".


De Judith Sendy, filha de húngaros e pioneira do colunismo social no Ceará, em depoimento para meu livro "Colunistas e Colunaveis": "Nada é melhor do que o Brasil, apenas nossos valores são diferentes. Quem diz que brasileiro é atrasado mentalmente, não conhece certas cidades do interior dos Estados Unidos".


Do insubstituível jornalista Neno Cavalcante, referência de caráter, talento e dignidade profissional na imprensa cearense: "Ser coerente é um dos méritos mais incontestáveis na prática cotidiana da vida, uma qualidade muito importante e necessária ao exercício do bom jornalismo".

REVELAÇÕES

por José Augusto Lopes em 12.10.20

REVELAÇÕES

De Assis Santos, inesquecível publicitário, que também marcou presença por meio de programas jornalísticos na televisão, dos quais tive a honra de participar: "'A propaganda tem que falar a linguagem do povo, para realmente alcançar seus objetivos de forma mais abrangente". 


Do escritor e cinéfilo Luiz Geraldo de Miranda Leão (L.G.), dono de invulgar cultura no campo da Sétima Arte: "O diretor de cinema, cultor de uma arte de síntese e condensação, precisa fazer opções e escolhas, muitas delas de difícil resolução, a fim de transferir para a tela uma história crível e bem conduzida'.

 

Do jornalista Luís Carlos Martins, responsável por importantes eventos na história do colunismo social fortalezense: "Hoje, são raras as grandes recepções. As pessoas só recebem em ocasiões muito especiais, além de circularem pouco. Antes, existiam anfitriões que recebiam quase todo final de semana.

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Do português-cearense Júlio Trindade, criador do bar "O Pirata*,; a mais icônica referência diversional das noites de Fortaleza em todos os tempos: "No Ceará, lamentavelmente, existe um lado negativo no campo da concorrência, nem sempre a competição é encarada de forma saudável e estimulante. Ocorre, com certa frequência, o chamado puxa-tapete em relação ao concorrente".


Do jornalista Lúcio Brasileiro, o mais antigo colunista social em atividade no Ceará, em citação incluída no meu livro "Entrevistas sobre o Comportamento Social": "O que diferencia um jornal de outro são os colunistas".


De Florinda Bolkan, atriz cearense internacionalmente premiada e famosa, membro da Academia Europeia de Cinema, em entrevista que me concedeu quando veio fazer uma telenovela com Raimundo Fagner em Fortaleza: "Amo minha terra, sou muito ligada às origens, mas forçoso é reconhecer que meu trabalho é mais valorizado fora do Brasil".

Assinado por José Augusto Lopes em 05.10.20  

REVELAÇÕES

1) Da prematuramente desaparecida e revolucionária atriz Leila Diniz, em conversa de bastidores, quando ela protagonizava em um teatro de Ipanema, a revista musical "Tem Banana na Banda": "Até as pessoas mais discretas têm seu momento de palavrão. Pois existem certos impactos desagradáveis que, no  momento em que acontecem, só podem ser revidados com uma palavra chula".

 

2) Do internacionalmente famoso compositor cearense Paurillo Barroso, cuja residência tive a honra e o prazer de frequentar: "Teatro é um templo onde são cultuadas as mais sublimes artes, por isso merece o respeito de se usar paletó e gravata em seu recinto".

 

3) De Olga Sanford, carismática e elegante empresária, dotada de forte personalidade e luz própria: "Elegância não se relaciona somente a aparência. Requer, também, compromissos permanentes com valores éticos, morais e de educação básica".

Assinado por José Augusto Lopes em 28.09.20

REVELAÇÕES

1) Da grande atriz Fernanda Montenegro, em sua última vinda ao Ceará, num giro pela noite fortalezense após apresentar sua peça num  Theatro José de Alencar quase sem público: "Fortaleza é uma cidade de bares cheios e teatros vazios".


2) Do cultuado ator francês Jean-Claude Brialy, um dos expoentes da Nouvelle Vague, em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, da qual participei como repórter do Diário Carioca: "O lado ruim da minha carreira no cinema é ter as vezes de fingir amar, nas telas, atrizes carreiristas e medíocres, que são escaladas apenas por seus atributos físicos, embora totalmente desprovidas de talento".


3) Da talentosa jovem poetisa Maria Paula Bezerra Moura, que está lançando seu livro "Cinzas de Poesia", no sábado 26, a partir das 17 horas, no Café Viriato do Shopping Del Paseo: "O mundo é cruel/ A vida é sádica/ E o amor é uma pichação de esquina/ Mas nós lutamos".

Assinado por José Augusto Lopes em 20.09.20

REVELAÇÕES

1) Da formosa atriz Tônia Carrero, em entrevista que nos concedeu quando veio lançar sua autobiografia em Fortaleza: "Beleza física não contribui, como muitos pensam, para a felicidade na vida amorosa. Pelo contrário, por vezes até se torna um fator prejudicial".

 

2) Do muito querido colunista Cláudio Cabral, em conversa informal na redação do Diário do Nordeste: "Gosto de recordar em minha coluna momentos inesquecíveis do passado, pois assim posso valorizar a importância das grandes amizades que todos devem cultivar ao longo da vida".

 

3) Da inesquecível jornalista Regina Marshall, em depoimento para meu livro "Colunistas e Colunáveis": "É lamentável, mas apesar do esforço de alguns jornalistas e promotores culturais, o cearense não inclui o hábito de ler nem entre suas formas alternativas de passar o tempo. Claro que existem as honrosas exceções, porém, de maneira quase generalizada, há um desapego em relação às manifestações artísticas e culturais".

 

Assinado por José Augusto Lopes em 14.09.20

Revelações

1) Da inesquecível atriz Norma Bengell, ativista política de grande evidência durante o período pós-1964. - "Lutei contra o regime militar e discordei frontalmente de seus posicionamentos, mas forçoso é reconhecer que Ernesto Geisel foi o primeiro brasileiro a levar a sério a condição do artista e a regulamentar nosso ofício. Tenho que fazer justiça a essa atitude".


2) Do grande jornalista Lustosa da Costa, primeiro editor a conceder-me uma primeira página no caderno cultural do jornal Unitario. - "A maioria dos homens cearenses sente acanhamento de agradecer, creio eu por pensarem que o ato de ser gentil venha a comprometer-lhes a imagem de machão nordestino".
 

De Marildes Vinhas Lopes, cinéfila de carteirinha e pessoa de extraordinária sensibilidade. - "O cinema me proporciona momentos de significativa realização sensorial e artística, mas foi Amarcord, de Federico Fellini, o filme que mais me impregnou do verdadeiro sentido e da essência da Sétima Arte".

 

Assinado por José Augusto Lopes em 07.09.20

Revelações

1) De D. Ignez Fiúza, pioneira em Fortaleza no campo dos antiquários e grandes galerias de arte, sempre com especial talento e lastro cultural, em bate-papo no seu Recanto de Ouro Preto. - Nas artes, encontra-se o principal suporte e o maior estímulo ao empenho de viver.


2) Do inesquecível, impoluto e muito querido jornalista Dedé de Castro, no Correio do Ceará, ao pedir-me para retirar de uma reportagem minha certo comentário - verídico e comprovado - sobre conhecida e festejada figura da sociedade local. - Você ainda é um iniciante no jornalismo, José Augusto, e corre o risco de destruir sua carreira. Infelizmente, nossa terra é pequena, tem gente muito mesquinha, e aqui alguns tabus são considerados implacavelmente intocáveis.


3) De Kleber Ventura Leite, artista plástico cearense nacionalmente elogiado pela crítica, em entrevista que me concedeu para o Diário do Nordeste. - Com seu extraordinário poder aglutinador de artistas e colecionadores, D. Heloísa Juaçaba foi um divisor de águas na história das artes no Ceará, sobretudo quando foi diretora da Casa de Cultura Raimundo Cela. Ela lutou heroicamente pela nossa sobrevivência, inclusive usando seus próprios recursos. D. Heloísa também foi excelente pintora.

 

Assinado por José Augusto Lopes em 31.08.20

Revelações

 

1- Do cineasta Rogério Sganzerla, que revolucionou a Sétima Arte no Brasil com seu filme "O Bandido da Luz Vermelha", em entrevista a mim concedida na televisão. - O brasileiro tem acanhamento de mostrar a sua realidade, ainda hoje temos complexo de colonizado. Isso, é claro, reflete-se bastante em nossas formas de expressão cultural e artística.


2- Do jornalista Flávio Torres, em depoimento ao meu livro Entrevistas sobre o Comportamento Social. - Existem diferenças entre a sociedade do início da minha carreira e a atual. As pessoas eram mais sóbrias, havia um padrão de elegância mais acentuado no comportamento. O que prevalecia não era o dinheiro, mas a linguagem da personalidade e do caráter de cada um
 

3- Do grande e saudoso ator Paulo Autran, quando de sua última vinda a Fortaleza, em bate-papo para a TV no Theatro José de Alencar. - Se eu tivesse de começar minha carreira hoje, não teria conseguido as chances que conquistei. Sobretudo por causa da televisão, atualmente se dá prioridade aos dotes físicos, em detrimento do talento real. Eu nunca fiz o gênero galã.

 

Assinado por José Augusto Lopes em 24.08.20

REVELAÇÕES

De Venelouis Xavier Pereira, em elucidativa conversa, quando trabalhei no jornal O Estado, órgão de imprensa ao qual ele imprimiu, sob seu comando, uma marcante imagem. - Não existe jornalismo sem completa liberdade de expressão, baseada na visão particular de cada profissional de imprensa. Você é livre para expressar o que quiser, José Augusto.

 

Da atriz global Elizabeth Savalla, em entrevista que me concedeu numa de suas temporadas no Theatro José de Alencar. - Não me considero uma grande atriz. Esse é um raro dom que só artistas como Fernanda Montenegro possuem. Apenas dou conta do recado e procuro extrair o melhor de mim nos meus trabalhos, tentando sempre o melhor na caracterização dos personagens.

 

De Temístocles de Castro e Silva, talentoso jornalista cearense assumidamente de direita, sempre bastante ético e generoso com os amigos que dele precisavam. - Posicionamento político não contradiz o conceito de verdadeira amizade, quando as pessoas preservam valores intrínsecos de dignidade e respeito mútuo.

 

Assinado por José Augusto Lopes em 17.08.20

De Cláudio Pereira, cujas limitações físicas nunca o impediram de ser um dos mais atuantes e onipresentes agitadores culturais de Fortaleza, inclusive como Secretário da Prefeitura local, onde marcou presença com sua personalidade expansiva e contagiante - Cultura e Alegria jamais serão palavras incompatíveis, pois no cerne da cultura está o princípio de ser feliz.


De Sônia Pinheiro, brilhante colunista que conquistou a sociedade cearense com seu versátil talento. - Não tenho nenhum preconceito contra os chamados emergentes, respeito os self-made-men que subiram na vida com honestidade. Só procuro excluir de minhas citações quem é comprovadamente mau caráter.


De Marcondes Viana, responsável pela criação de um linguajar jovem no jornalismo de sociedade, sem discriminar os leitores mais velhos, declarou-me com convicção que, tanto ontem como nos dias atuais, só se aceitam elogios, jamais críticas, mesmo construtivas.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 10.08.20

Revelações

 Do grande escritor cearense José Alcides Pinto, que o crítico literário José Louzeiro considerava um talento de nível internacional - A característica mais óbvia da burrice em um ser humano é não se encontrar no seu semelhante. A vaidade e o egoísmo também são aspectos típicos da burrice.


De Paulo Betti, renomado ator global, em entrevista que me concedeu para o Diário do Nordeste, sobre a participação do artista na política - Quando se tem um projeto ideológico, em que você acredita no que faz e na medida em que o faz sem cobrar, isso é absolutamente legítimo.


De D. Olga Barroso, que como Primeira Dama do Ceará, então esposa do governador Parsifal Barroso, realizou importante trabalho social em favor dos mendigos e moradores de rua. - Não gosto dos movimentos feministas. A mulher deve estar no seu lugar e o homem no dele. A mulher pode e deve trabalhar, mas sem a preocupação de rivalizar com o homem. Igualar-se é impossível. Somos diferentes, jamais inferiores.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 03.08.20

Revelações

Do escritor José Alcides Matos, autor do premiado livro de contos O Risco das Decisões - Em Fortaleza, existe uma divisão preconceituosa das elites no sentido de nunca se misturar com o povão. Evita-se ir ao Centro e inúmeros jovens chegam a desconhecer a bela parte histórica da cidade, nunca visitaram o Passeio Público e nem mesmo o Theatro José de Alencar.

 

Do internacional artista plástico cearense José Tarcísio Ramos. - A televisão, sem dúvida, tem seus valores, mas o cinema nos propicia sair, ver outras pessoas, se situar como terráqueo, viver momentos disponíveis. Ao ver televisão você é passivo, ela não gera um sentimento de participação coletiva.

 

Do renomado agrônomo Alfredo Lopes Neto, ex-Secretario de Agricultura do Ceará, em seu apreciável livro Uma História de Vida e de Viagens - Nos anos de 1950, a política era mais sensata, com três partidos de relevo. O PSD, de centro, a UDN, mais a direita, e o PTB, da esquerda sindicalista, todos com fiéis e fanáticos seguidores que iam a todos os comícios, inclusive eu e meus amigos, pela sua animação.

Publicado por José Augusto Lopes em 27.07.20

Revelações

 

 De Virgílio Távora, em entrevista que me concedeu no seu segundo período de governo, numa declaração reservada - O principal caminho, mais do que qualquer outro, para uma decisiva redenção econômica do Ceará, será uma bem planejada exploração de nossas imensas potencialidades no campo do turismo.


De César Cals de Oliveira, quando governador, em conversa informal na sua casa de praia do Icarai, numa visita a que fui levado pela jornalista Geraldina Amaral, então assessora de D. Marieta Cals. -  Embora o turismo se configure de extrema importância no futuro de nosso Estado, creio que a agricultura jamais deva ser subestimada, sobretudo quanto ao aproveitamento maciço das incontáveis e bastante diversificadas potencialidades do caju. Se possível, faria do Ceará uma floresta de cajueiros.


Da grande e inesquecível atriz Bibi Ferreira, em bate-papo na residência do comunicador Irapuan Lima, onde ela se hospedou numa de suas temporadas em Fortaleza. - O pior tipo de censura não é aquela ostensiva e oficializada, mas aquela censura velada que parte da chamada maioria silenciosa da sociedade, onde se abriga tudo que existe de mais intolerante, preconceituoso e reacionário da maldade humana.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 20.07.20

Múltiplos parabéns

Somatórios de qualidades pessoais podem ser dimensionados em várias proporções. Alguns méritos geralmente se destacam sobre outros, a realçar detalhes particulares na personalidade de cada um. Raras são as pessoas que reúnem essas diversas qualidades em escala máxima, num apreciável conjunto, seja qual for o meio em que atuem, ou no cotidiano das atividades que exercem.


Assim é Graça Dias Branco da Escóssia, Sra Dr. Jório da Escóssia Jr., aniversariante desta sexta-feira, 17 de julho. Harmoniosa e carismática em sua graciosidade natural, ela sempre se destaca e se afirma junto à admiração de todos os cearenses, nos desempenhos de competente empresária, pessoa de agradável convívio social, mãe, esposa, irmã, filha e amiga.

 

Por múltiplas razãoes, Graça Dias Branco da Escóssia é um ser humano admirável, ao qual se acrescenta a simplicidade e a generosidade de coração. Filha de Dona Consuelo e do saudoso empresário Ivens Dias Branco, herdou dos pais seus incontáveis méritos e tornou-se digna de receber parabéns não apenas na data de seu natalício, mas em todos os dias do ano e sob os mais diversificados aspectos. 

 

Publicado por José Augusto Lopes em 13.07.20

Digno pioneiro

 

Com o pseudônimo Robert de Singerie, o carismático Geraldo Silveira foi um dos pioneiros do colunismo social no Ceará, a convite de Eduardo Campos. Silveira costumava dizer que a sociedade dos anos 1950 foi a mais expressiva do Século XX, em parte por causa da euforia do pós-guerra. Segundo ele, o mundo se confraternizava sem o domínio do "merchandising" e do "lobby", com uma carga bem maior de autenticidade. As pessoas eram aquilo que eram de fato.

 

Era intenso o movimento artistico-cultural em Fortaleza, com o Teatro Escola de Nadir Saboya, a Sociedade Cultura Artística de Paurillo Barroso, o Teatro Experimental de Arte dirigido por Hugo Bianchi, que incluía também o balé. No José de Alencar, exibiu-se a bailarina russa Tamara Toumanova no auge da fama. Tommy Dorsey e sua orquestra, dos filmes de Hollywood, apresentaram-se no Ideal Clube.

 

Explicava o saudoso Geraldo Silveira, que era também cinéfilo convicto e tinha como filme predileto o musical "Escola de Sereias": "A decadência cultural da sociedade começou porque, no final dos anos1950, o poder económico começou a superar os valores intrinsecamente humanos - e a dignidade de um sonho acabou".

 

Pubicado por José Augusto Lopes em 29.06.20

Nomes a respeitar
 

Grande mestre Edilson Brasil Soárez legou a incontáveis de seus alunos, inclusive a este comentarista, o amor pela literatura, sobretudo no tocante aos grandes clássicos brasileiros. Em paralelo, também difundiu a admiração ao cinema, com exibições de filmes às noitinhas das quartas-feiras, no auditório do então Ginásio 7 de Setembro, sediado na Avenida do Imperador. Dr. Edilson conhecia cada um de seus 1.500 alunos pelo nome, além de conhecer-lhes também a personalidade, por meio de um raro senso psicológico de discernimento.

A meu ver, foi o mestre dos mestres.

 

Sandra Gentil, filha de cearense e norte-americana, além da extraordinária beleza física possuía forte personalidade que a tornava uma mulher acima de seu tempo, ao enfrentar preconceitos e discriminações de mentes opacas. Sandra literalmente ampliou os horizontes de Fortaleza ao implantar nas então inexploradas dunas citadinas o restaurante de maior sucesso na história local. A fama do Sandra's logo transcendeu fronteiras e o tornou um ponto de visita obrigatório para os turistas que vinham ao Ceará. Era uma imagem de luz, inesquecível.

 

 Homem de vasta e eclética cultura, o professor, intelectual e político Parsifal Barroso chegou a ser governador de nosso Estado e ministro do Trabalho. Em seu livro O Cearense conseguiu captar, num texto relativamente curto, o cerne das características de nossa gente e as principais nuanças de um Estado de marcantes características próprias, segundo palavras do próprio Parsifal em uma das inúmeras entrevistas concedidas a este repórter - Um País dentro  de um País.

Publicado por José Augusto Lopes em 22.06.20

 Você sabia?

 

Augusto César Benevides, o estimado Gutinho, foi o primeiro a revelar ao Brasil as potencialidades turísticas do Ceará, quando representante local da Bloch Editores. Comandou a produção de uma série de grandes matérias jornalísticas para revistas de ampla circulação nacional como a Manchete - e até para a Geográfica Universal. Guto é fã incondicional de cinema e dá preferência a filmes românticos. Seu predileto é uma produção que já nasceu clássica: As Pontes de Madison, de Clint Eastwood, na qual o talento de Meryl Streep brilha intensamente.

 

Saudoso Venelouis Xavier Pereira pode ser considerado um elogiável lançador de talentos na imprensa cearense. Estrearam em seu jornal O Estado, entre outros profissionais de grande valor:  Sônia Pinheiro, Regina Marshall, Dário Macedo, Fernando Maia, Newton Pedrosa. Tive a honra de assinar uma página sobre cinema no jornal de Venelouis.

 

Marildes Vinhas Lopes, cinéfila de extraordinária sensibilidade, valoriza o lado onírico do cinema como fonte vital da magia emanada pela Sétima Arte. Por isso entende como ninguém a genialidade do diretor Federico Fellini e tem no visceral Amarcord um exemplo de como se atinge a perfeição artística por meio dos símbolos e ícones cinematográficos, num misto de sonho e realidade.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 15.06.20

Expoente cultural

 

Desde muito jovem atraído pela cena cultural e artística de Fortaleza, Manuel Eduardo Pinheiro Campos, o querido Manoelito Eduardo, surgiu como ator numa montagem da opereta A Valsa Proibida, de Paurillo Barroso. Talentoso escritor, logo estava a participar do grupo literário Clã, um dos mais férteis redutos culturais do Ceará em todos os tempos, no qual também prontificaram nomes como Milton Dias, Moreira Campos e Fran Martins. Na pioneira Ceará Rádio Clube, Manuelito brilhava com sua voz possante e escrevendo novelas de sucesso como Aos Pés do Tirano.

Eduardo Campos logo definiu sua vocação maior como teatrólogo, que aliou ao fascínio pelos ensaios e pesquisas, na maioria sobre temas nordestinos. Autor de mais de 70 livros, são de sua autoria peças teatrais nacionalmente conhecidas e premiadas como O Morro do Ouro, Rosa do Lagamar e Nós, as Testemunhas. Ao assumir a Superintendência dos Diários Associados, imprimiu-lhe seu espírito altamente comunicativo e versátil, que tantos talentos formou e posteriormente exportou para outras regiões do Brasil, entre eles Emiliano Queiroz, Aderbal Freire e Renato Aragão.

 

Um de seus maiores orgulhos era a peça Os Deserdados, com temática genuinamente nordestina, que transformada em vídeo obteve honroso terceiro lugar em mostra realizada na Espanha, concorrendo com várias produções de inúmeros outros países. Nas obras de Manuelito sempre estavam inseridas, sem maniqueismos panfletaristas, veementes críticas às mazelas sociais, com personagens fortes que de imediato conquistavam empatia junto ao público.
 

Quando lancei meu livro Colunistas e Colunáveis - Estudos sobre o Comportamento Social, no Ideal Clube, tive a honra de ter Eduardo Campos como apresentador, em evento que reuniu centenas dos mais expressivos nomes da sociedade cearense. Manuelito sabia, como nenhum outro e na qualidade de magnífico orador, transmitir o conteúdo e o sentido da obra apresentada, o que, no caso, deixou-me imensamente gratificado. Com D. Heldine Cortez, o estimado intelectual formou um casal exemplar, deixando louvável legado de dignidade aos filhos Elnina e Eduardo Augusto.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 08.06.20

Humor e talento

 

Muitos aplaudiram a citação da coluna ao inesquecível Cinema de Arte implantado por Tarcísio Tavares, há decadas, no modesto Cine Familiar de Otávio Bonfim, frequentado por todas as classes sociais numa Fortaleza ainda bastante provinciana. Mas o grande sucesso de público da promoção viria mesmo com sua mudança para o Cine Diogo, às noites das sextas-feiras e manhãs dos sábados, sempre superlotando a grande sala exibidora de mil lugares.


Inúmeros espectadores faziam o sacrifício de sentar no chão do Diogo para ter o gosto de ver obras do nível de Morte em Veneza e Os Deuses Vencidos, ambas de Luchino Visconti, e a impactante interpretação de Anna Magnani em Mamma Roma, do gênio Pier Paolo Pasolini.


Na época, houve a preciosa adesão de Pedro Martins Freire, crítico cinematográfico e promotor cultural, que ampliou o alcance da promoção. Tornou-se hábito, entre jovens fortalezenses, "fazer a base" toda noite de sexta no Cine Diogo para dali seguirem, após a exibição de grandes criações da Sétima Arte, em busca de outros pontos culturais e de lazer.
 

Tarcísio Tavares, além de grande conhecedor de cinema, também exerceu marcante presença na publicidade cearense, por meio da criativa e popular agência Publicinorte. Tinha uma forma inteligente de fazer humor, por meio do qual, sutilmente, denunciava as mazelas sociais e urbanas de Fortaleza, nas suas intervenções em diversos veículos de comunicação.


Ao lado de sua carismática Marcília Tavares, formou um dos maiores núcleos de benquerença da sociedade cearense, legado que ela preserva com muita simpatia e autenticidade.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 01.06.20

Mudança de hábitos

 

Provavelmente a maior mudança ocorrida nos hábitos dos cinéfilos fortalezenses foi a criação das sessões do Cinema de Arte do inesquecível promotor cultural Tarcísio Tavares, a quem tanto deve a evolução mental de Fortaleza, com o imprescindível apoio de Maurílio Arrais. Anteriormente, habitantes dos bairros nobres não se deslocavam aos subúrbios para verem bons filmes. O Cinema de Arte de Tavares funcionava no modesto Cine Familiar da Praça de Otávio Bonfim.

 

De repente, o alto nível da programação de tão inédito evento ocasionou uma mudança de hábito verdadeiramente radical para os províncianos e até preconceituosos costumes de Fortaleza no final dos anos 1960. Senhoras da Aldeota, então o bairro mais elegante da cidade, usavam vestidos de grife e joias caras, toda noite de segunda-feira, nas concorridas sessões do Cine Familiar, ao lado de modestos casais de Otávio Bonfim. Foi o primeiro notório passo de inclusão social em Fortaleza, sob a égide da Sétima Arte e graças ao espírito revolucionário e empreendedor Tarcísio Tavares, conhecido na intimidade como TT.

 

Vi filmes memoráveis nas Sessões de Arte do acanhado Familiar, onde um incontável número de jovens descobriu e se apaixonou pelo universo mágico do cinema. Pela primeira vez, descobri porque Orson Welles era um gênio, no classico e insuperável Cidadão Kane, e confirmei mais uma vez porque Alfred Hitchcock era o mestre maior da linguagem cinematográfica no instigante Pacto Sinistro. E soube avaliar os encantos de Gina Lollobrigida na ótima comédia A Beleza de Hipolita. Então, ela não perdia nada, eu lhes juro, para a igualmente formosa Sophia Loren.

 

Hoje Fortaleza sente falta de promotores culturais com a garra de um Tarcísio Tavares, de um Cláudio Pereira, de um Euselio Oliveira e sua Casa Amarela, de um Darcy Costa, fundador do notável Clube de Cinema de Fortaleza. Claro que estão aí outros sucessores, a Raquel e o Duarte do São Luiz, mas os tempos não são os mesmos, pois a própria Cultura brasileira vive tempos periclitantes.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 25.05.20

Promoção marcante

 

Entre as promoções relacionadas ao cinema que mais repercutiram entre os fortalezenses fãs da Sétima Arte, destacou-se a simpática e muito concorrida sessão dominical Cinema com Tapioca, idealizada e articulada pelo talentoso promotor cultural Franzé Santos, nos cinemas do Centro Cultural Dragão do Mar, toda manhã dos domingos.

 

De tão popular e atraente, sob o carismático comando de Franzé, essas sessões reuniam, no agradável espaço do Dragão, o que se poderia chamar de elite de cinéfilos da cidade. Antes da exibição cinematográfica, quando sempre era mostrado um famoso clássico do passado, um lauto café da manhã era servido aos fiéis frequentadores da promoção.


Franzé Santos primava pela qualidade da programação, que incluía inesquecíveis produções de várias décadas. Tive a honra e o prazer de ser homenageado duas vezes por ele, na condição de comentarista cinematográfico. Numa dessas homenagens foi exibido o magnífico musical Eles e Elas - Guys and Dolls. O elenco reunia nada menos do que Marlon Brando, Frank Sinatra e minha eterna paixão Jean Simmons. Brando cantou nesse filme a bela canção A Woman in Love, com irretocável charme.


O outro filme exibido e dedicado a este comentarista foi De-Lovely, cinebiografia do compositor americano Cole Porter, que considero meu autor predileto na história da música popular internacional em todos os tempos.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 18.05.20

Inesquecíveis festivais

 

Uma das mais gratas lembranças da programação cinematográfica de Fortaleza ainda é a promoção de festivais motivada pela fama de grandes astros ou de importantes gêneros da Sétima Arte, em verdadeiras aulas de história sobre a evolução do que já existiu de melhor e de mais atraente no universo do cinema.


Dessa forma, eram exibidos sempre com grande sucesso, na base de um filme diferente por dia, o Festival Greta Garbo, Festival das Operetas da Metro, entre as quais A Viúva Alegre provocava o delírio das plateias, a exemplo do clássico Cantando na Chuva; Festival Grandes Faroestes, além de Maiores Êxitos de Bilheteria, ou Melhores Lançamentos do Ano, tudo sempre ao gosto do Grande Público. Uma infinidade de temas e gêneros, que transcendia a opinião da crítica especializada, geralmente um tanto elitista.

 

Assim tivemos conhecimento dos mistérios e encantos da fascinante Greta Garbo; da sensibilidade invulgar de Vivien Leigh en A Ponte de Waterloo; a charmosa rudeza de John Wayne em Sangue de Heróis; a agilidade e talento transformados em dança por Fred Astaire em Núpcias Reais; todas realizações representativas de uma fase extremamente romântica e transbordante de fantasia que literalmente jorrava das grandes telas.

 

Esses festivais de múltiplos gêneros e motivações eram lançados e relançados com certa frequência, para deliciar os espectadores da época. Uma época de amor, ostensivo bom gosto e espontânea cordialidade, isenta de rancores e preconcebimentos por vezes motivados. O cinema possuía, de fato e de direito, a magia plena e visceral da Sétima Arte.

Publicado por José Augusto Lopes em 12.05.20

Tipos diversos de formosura

Repercutiu entre os leitores nosso comentário sobre o grande sucesso de galãs feios no cinema, seguindo a trilha iniciada pelo americano Humphrey Bogart. Logo indagaram se com as atrizes ocorria o mesmo.

 

 Primeiramente, ressalte-se que quase todas as divas da Sétima Arte eram mulheres belíssimas, logo transformadas em mitos. Greta Garbo, Ava Gardner, Elizabeth Taylor, Marilyn Monroe, Sophia Loren, entre várias outras. Mas existe uma singularidade a ressaltar. As artistas de maior talento dramático, todas também distinguidas como divas, não correspondiam aos cânones clássicos de beleza física.

 

Katharine Hepburn, considerada a melhor atriz de todos os tempos pelo exigente American Film Institute, era completamente desprovida de belos atrativos, mas excedia em talento. Quando Bette Davis foi fazer seu primeiro teste para atuar, o produtor teve a indelicadeza de dizer-lhe que as pernas feias da candidata a atriz não a levariam muito longe. Grande engano, pois Bette percorreu uma longa e brilhante carreira de consagrados sucessos, tais como o clássico A Malvada.

 

Na atualidade, Meryl Streep é considerada a grande intérprete das telas, sem precisar recorrer aos jogos de encantos das belas divas do passado. Glenn Close é outra supostamente feia que figura com destaque entre as principais estrelas do presente.

 

Claro que Loren, Marilyn, Brigitte Bardot e outras são merecidamente cultuadas como símbolos de sensualidade, mas Hepburn, Davis, Streep e Close também alcançaram invejável patamar de respeito e admiração entre as mais diversificadas faixas de público. Beleza não é fundamental, como dizia o poeta Vinícius de Moraes, pelo menos não na trajetória de maravilhosas atrizes do cinema.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 16.04.20

Um feio em Casablanca

 

Costuma-se exigir, ainda hoje, que todo ator principal de filme ou novela seja dotado de expressiva beleza física. As exceções são raras. Mas houve um artista americano que subverteu completamente esses padrões, nas décadas de 1930 a 1950. O norte-americano Humphrey Bogart era um homem baixo, feio, com um defeito no lábio superior, sem físico de atleta. De família nobre, filho de um médico famoso de Nova York, tinha parentesco com Lady Diana Spencer, a famosa Lady Di. Mas ele adorava, na vida real, aparentar ser uma pessoa grosseira e de segunda classe, o oposto que sua origem nobre exigiria, para desespero de seus sofisticados pais.

 

Quando Humphrey estreou no teatro, aos 21 anos, foi uma tristeza para a família, que queria fazer dele um cirurgião de renome. Mas o sucesso artístico só viria mais de uma década depois, quando Bogart roubou todas as cenas do talentoso Leslie Howard no filme "A Floresta Petrificada". A partir de então, participou de uma série de êxitos: "Anjos de Cara Suja", "A Lei do Mais Forte" e o clássico "Relíquia Macabra", entre vários outros.

 

Seu fascínio entre os fãs consolidou-se no cultuado "Casablanca", ao lado da bela atriz sueca Ingrid Bergman, com quem consolidou na tela uma das mais belas histórias de amor da Sétima Arte. Humphrey, apesar dos escassos dotes físicos de beleza, tornou-se um dos atores mais adorados entre o público feminino, pelo charme imbatível de durão.

 

Ao conquistar um Oscar por sua soberba atuação em "Uma Aventura na África", derrotando o ícone Marlon Brando em "Uma Rua Chamada Pecado", Humphrey falou: "É preciso termos um bom adversário, para darmos o melhor de nós mesmos".

 

Mulherengo ao extremo, casou aos 44 anos com a jovem atriz e modelo Lauren Bacall, 25 anos mais jovem do que ele. Lauren finalmente o colocou nos eixos e viveram felizes até a morte do ator, em 1957, vítima de um câncer no esôfago. Fizeram juntos dois filmes de grande sucesso: "A Beira do Abismo" e "Uma Aventura  na Martinica".

 

Depois de Bogart, vários atores "feios", geralmente seus imitadores, passaram a ter vez no cinema, numa prova incontestável da primazia do valor de um talento artístico.
 

Publicado por José Augusto Lopes em 09.04.20

Que tal aproveitar para rever os clássicos de Fellini ou Hitchcock?

 

Muitos cinéfilos discutem sobre qual seria o melhor filme de seus diretores prediletos, o que se torna, por vezes,  uma tarefa bastante difícil. Como se afirmar categoricamente qual a melhor criação do mestre do suspense Alfred Hitchcock, ou o mais belo devaneio onírico do gênio Federico Fellini, na realidade não é nada fácil. Mas os leitores bem poderiam selecionar grandes filmes dos cineastas favoritos e tentarem dirimir eventuais dúvidas nesses dias, no conforto de casa.

 

Hitchcock é o diretor que gera mais polêmicas a respeito de qual produção seria em definitivo sua obra maior.  Muitos preferem Os Pássaros, por seus toques proféticos quanto aos movimentos de preservação e respeito aos dons da natureza. Outros elegem o sinistro Psicose, sobretudo pela maestria inigualável da cena do assassinato, no banheiro, da personagem vivida pela atriz Janet Leigh, perpetrado pelo psicopata Norman Bates, magistralmente interpretado por Anthony Perkins.

Enfim, para outros, nada supera a aula de linguagem cinematográfica ministrada pelo mestre em Janela Indiscreta, Um  Corpo que Cai ou Festim Diabólico.

 

Listas de melhores são geralmente um tanto discutíveis, pois mesmo no campo da arte a questão do gosto de cada um assume conotações relativas. Valores absolutos não passariam de uma abstração discutível, mesmo que apenas sob algum ângulo específico. Mas estamos certos que os leitores fãs de cinema vão adorar fazer essa revisão, por meio de uma visão mais crítica que não exclua o prazer de renovar contato com uma grande obra.

De antemão, avisamos que famosos cineastas como Ingmar Bergman e Truffaut idolatravam Hitchcock, mas não chegaram a um consenso final sobre sua criação mais importante. Tinham apenas preferências.

 

Publicado porJosé Augusto Lopes em 02.04.20

Repouso e Reflexão

 

Nesses tempos de necessário recolhimento em casa, torna-se oportuna e agradável a revisão dos grandes clássicos do cinema, criados por gênios da Sétima Arte. Numa segunda visão mais íntima, talvez cheguemos bem mais próximos ao cerne de suas mensagens, transmitidas no passado em meio a multidões que costumavam lotar as centenas de poltronas dos antigos e imponentes cinemas de rua de Fortaleza. Havia o elo da vibração coletiva, é certo, mas o momento presente talvez nos dê chance a um aprofundamento maior e, quem sabe, mais intenso.

 

Aproveitem o recesso para fazer dele uma viagem de aprimoramento cultural, inclusive no campo da Sétima Arte. Nada melhor do que conviver durante horas com a beleza do mundo onírico de Federico Fellini, por meio de produções que se utilizam do sonho e da fantasia para analisar profundamente a condição humana. Vejam, ou revejam, Amarcord, E la Nave Va, Ginger e Fred, La Strada, As Noites de Cabiria. Fellini sempre tem algo a acrescentar.

 

Se preferirem a perfeição absoluta da linguagem cinematográfica, convivam por uns dias com o gênio Alfred Hitchcock, o mestre do suspense. Confira as emoções e tensões de Interlúdio, Janela Indiscreta, Intriga Internacional, Um Corpo que Cai, O Homem que Sabia Demais e inúmeras outras obras-primas do genial cineasta.

 

Mergulhem, enfim, na magia do cinema, absorvam as mensagens válidas do seu conteúdo e o apelo de suas imagens. Com certeza, será amenizada a solidão que atualmente nos é imposta, com os momentos de prazer que um bom filme sempre proporciona.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 26.03.20

Vinícius e a Sétima Arte

 

Pouca gente sabe que o grande poeta brasileiro Vinícius de Moraes foi crítico cinematográfico durante vários anos e era um cinéfilo apaixonado pela Sétima Arte. É dele a extraordinária definição: "A arte do cinema consiste no compromisso entre a nitidez do contorno e a instabilidade da vida". Sobre Orson Welles, genial criador do filme "Cidadão Kane", Vinícius afirmava: "Sua palavra tem a beleza de uma maçã mordida".

 

A respeito do cineasta Alfred Hitchcock, do qual era ardoroso admirador, o poeta dizia: "Hitch é o maior mestre moderno de qualquer arte narrativa. Só Kafka conseguiu ser tão sutil e tão dramático, com tanta complexa simplicidade".

 

Após três anos como crítico, Vinícius foi afastado de sua coluna por pressão dos distribuidores de filmes, que ameaçaram retirar a publicidade do jornal "A Manhã" caso ele não fosse demitido. Isso por causa do deboche implacável que Moraes fazia de certas produções norte-americanas. Mas ele ainda continuaria a escrever vez por outra sobre o tema em outros jornais.

 

Não simpatizava com a atriz e cantora Carmen Miranda, apesar de sua fama internacional: "Ela parece mais uma hindu do que uma brasileira, com seus turbantes coloridos, braços como serpentes e mãos a imitar cabeças de najas".

 

Depois de seu envolvimento com a produção do filme "Orfeu do Carnaval", do francês Marcel Camus, baseado em sua peça teatral "Orfeu da Conceição" e premiado no Festival de Cannes, Vinícius passou a perceber uma contradição entre a personalidade de crítico e a de homem de cinema, encerrando, com a habitual dignidade, as atividades jornalísticas sobre o tema que tanto amava.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 18.03.20

 Gênio radical

 

Vítima de ataques tanto por extremistas de direita quanto por radicais de esquerda, uma certeza é indiscutível sobre o saudoso dramaturgo, jornalista e cronista pernambucano Nelson Rodrigues: ele foi insuperável em tudo que produziu. Nelson está para a dramaturgia nacional assim como Machado de Assis está para o romance e o conto na literatura brasileira. Seus pontos de vista, por vezes contraditórios mas sempre expostos de forma irônica e brilhante, podem ser em grande parte justificados pela frase que ele imortalizou para a posteridade: "Toda unanimidade é burra".


A história do teatro brasileiro pode ser dividida em duas fases: antes e depois de Nelson Rodrigues. No início da década de 1940, sua peça "Vestido de Noiva" revolucionou todos os padrões da criação teatral no Brasil, ao demonstrar o extraordinário talento que o escritor comprovaria tantas outras vezes, em obras polêmicas e ousadas como "Álbum de Família", "Os Sete Gatinhos", "Boca de Ouro", "Bonitinha mas Ordinária" e, sobretudo, nos textos geniais de "Beijo no Asfalto" e "Toda Nudez será Castigada".


Por sua linguagem popular em tramas dinâmicas, tudo profundamente identificado com o cotidiano da classe média brasileira, o cinema logo se apaixonou pelo singular autor e transpôs vários de seus dramas para as telas, sempre com grande sucesso de público e de crítica. Na opinião deste comentarista, ninguém foi tão feliz quanto Arnaldo Jabor na transposição para o cinema de "Toda Nudez será Castigada", que rendeu a Darlene Glória inúmeros troféus de interpretação.

 

 Com mensagens bastante atuais, até pelo forte conteúdo político a permitir diversas leituras, não se entende que hoje Nelson Rodrigues seja um nome esquecido pelos produtores nacionais.

 

O que pensaria ele, e como retrataria, as presentes contradições da realidade em nosso País? Por certo, sob o alcance de visão dos gênios, que transcende as mesmices e limitações do real, ao transformar em arte o grotesco de certas situações da política e da vida.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 12.03.20

Cultura ameaçada

 

Nos dias presentes, apesar da crescente repercussão internacional de filmes como "Bacurau" e " A Vida Invisível", o cinema brasileiro sofre sérias ameaças dentro do próprio País, pela extinção de políticas de incentivo cultural e, sobretudo, pelo retorno de uma censura sedenta de cortes na liberdade de expressão.

 

É inevitável a comparação com o clima restritivo de 50 anos atrás, nos anos 1970, quando, mesmo com a multiplicação de produtores, alguns cineastas de comprovado talento tiveram de submeter-se a uma rotineira passividade e entrarem na moda de filmes sexualmente apelativos, logo denominados de pornochanchadas.

Os censores implicavam bem mais com as produções de viés politico do que com belos corpos nus envolvidos em orgias eróticas.

 

Mais de 800 filmes foram produzidos no Brasil na década de 1970, no prenúncio de uma fase ainda mais ousada que se seguiria, com cenas reveladoras de vulgares aberrações no campo do sexo explícito, inclusive zoofilia. Raras exceções dignificaram o conceito de Sétima Arte naquele período, entre elas "Dona Flor e seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, com Sônia Braga e José Wilker, "recordista de bilheteria baseado no famoso livro de Jorge Amado.".

 

Na atualidade, o cinema independente consegue fazer face, até certo ponto, às limitações vigentes. O que os fãs de cinema esperam é que nenhum outro filão de escape venha a prevalecer, tais como filmes supostamente religiosos, mas, na realidade, medíocres caca- níqueis.

 

Postado por José Augusto Lopes em 05.03.20

Orfeu brasileiro

 

Passou o Carnaval, mas na lembrança dos cinéfilos, estudiosos e apreciadores da Sétima Arte, uma associação inesquecível se faz presente, tão próxima está da imagem dos festejos mominos, quanto das noções mais fortes de brasilidade já ecoadas pelo mundo.

 

 "Orfeu do Carnaval" foi uma produção franco-brasileira-italiana que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1959. Apesar de dirigida por um cineasta francês, Marcel Camus, tinha sua estrutura visceral de apoio toda sediada no Brasil. Embora inspirado em um mito clássico, o roteiro era todo calçado na peça musical "Orfeu da Conceição", de Vinícius de Morais, com belíssimas canções de Antônio Carlos Jobim, Luís Bonfá e Antônio Maria. 

 

Ambientada no Carnaval do Rio de Janeiro, a tragédia musicada tinha no papel do Orfeu Negro o ex-jogador de futebol Breno Melo, além de contar no elenco com expressivos nomes artísticos nacionais, tais como Lourdes de Oliveira, Léa Garcia, Modesto de Souza e Alexandre Constantino. Também pontificavam em deslumbrantes cenas as escolas de samba da Mangueira, Salgueiro e Portela.

 

Uma das canções do filme é até hoje considerada uma das mais belas já compostas em qualquer época: "Manhãs de Carnaval", de Luís Bonfá, gravada por famosos intérpretes de vários países do mundo.

 

 "Orfeu do Carnaval" foi uma das primeiras grandes obras a mostrar no cinema, sem estilizacões falseadas, a riqueza de uma manifestação artística genuinamente brasileira, em toda sua gama de versáteis impactos. Marcel Camus voltou ao Brasil para fazer outro filme, "Os Bandeirantes", que tinha cenas realizadas, inclusive, no Ceará, mas foi um fracasso de crítica e de público. Restou, na carreira do cineasta, a silhueta inapagável de um Orfeu negro e brasileiro.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 27.02.20

Carnaval no cinema

 

Data de 1933, o primeiro filme brasileiro com tema carnavalesco. Foi "A Voz do Carnaval", com cenas reais de rua e a parte de ficção criada pelo talentoso teatrólogo Joracy Camargo, autor da peça "Deus lhe Pague". A direção coube a Ademar Gonzaga e Humberto Mauro.

 

Digna de registro é a estreia na tela, nesse filme pioneiro, de dois artistas consagrados pelo público: a internacionalmente famosa Carmen Miranda, que cumpriu brilhante carreira em Hollywood, e o popular cômico Oscarito, consagrado posteriormente como rei das chanchadas carnavalescas feitas pela produtora Atlântida, do cearense Luiz Severiano Ribeiro.

 

O auge dos musicais carnavalescos ocorreu nas décadas de 1940 e 1950. Como a televisão ainda não estava disseminada no Brasil, os fãs só podiam ver a atuação de seus ídolos nas telas dos cinemas, entre eles Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, irmãs Dircinha e Linda Batista, Emilinha Borba, Marlene.
 

Na época, as chanchadas de Carnaval eram detonadas pela crítica, mas hoje são revalorizadas como fonte de manifestação genuinamente brasileira e popular. Produções como "Carnaval no Fogo" e "Aviso aos Navegantes" superaram nas bilheterias grandes sucessos dos estúdios de Hollywood.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 19.02.20

 Noite de glória

 

 Venceram a justica e a consciência política, ratificadas pelo reconhecimento da importância da originalidade na criação artística, com a extraordinária premiação de Parasita, do sul-coreano Ron Joon-ho, no Oscar deste ano. O filme arrebatou os quatro maiores troféus - Direção, Roteiro, e a surpreendente e rara dobradinha de Melhor Filme, no geral, e Melhor Filme Estrangeiro.

 

 Dessa forma, ousada e brilhante, a Academia de Hollywood mínimiza sua dúbia fama de arcaica e conservadora, ao premiar uma produção que ataca, de modo frontal, as disparidades e injustiças sociais.

 

Vibrei, também, com Oscar de Joaquín Phoenix como Melhor Ator, por sua insuperável atuação em O Coringa, que também levou, muito merecidamente, a estatueta de Melhor Trilha Sonora Original.

 

O Irlandês, valorizado além da conta por alguns críticos, saiu de mãos abanando. Mas como eu já enfatizara anteriormente, está longe de ser um dos melhores Martin Scorsese, realizador de obras-primas do nível de Táxi Driver, Caminhos Perigosos e Touro Indomável.

 

Uma noite de agradáveis surpresas, que compensaram de longe algumas decepções. Fico feliz pelo reconhecimento do valor de Brad Pitt, Melhor Ator Coadjuvante, competindo com monstros sagrados como Tom Hanks e Anthony Hopkins. 1917 não fez o seu sucesso esperado por alguns, embora se afirme como um notável exercício de linguagem cinematográfica. Em contraponto, as premiações de Parasita nas categorias principais valeram a noite
 

Publicado por José Augusto Lopes em 10.02.20

Duelo de Tendências

 

 

Neste domingo, na festa de entrega do Oscar, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas vai demonstrar, com clareza, qual a tendência cinematográfica preferida pelos seus membros, que será provavelmente a predominante, a seguir, no campo da Sétima Arte, sobretudo nas produções norte-americanas.

 

Se o eleito for 1917, de Sam Mendes, prevalecerá o mérito da linguagem do cinema em si, em face do imenso plano-sequência utilizado pelo diretor, o qual, embora realizado com o recurso de artifícios, concede intensa densidade dramática ao desenrolar da narrativa. É o cinema em seu estado mais puro, tal como o de grandes mestres ao nível de Alfred Hitchcock.

 

 Caso o grande premiado seja O Coringa, de Todd Phillips, a vez será da arte de cunho político. Embora por meio de metáforas, o famoso personagem das histórias em quadrinhos foi transformado em herói a favor dos excluídos da sociedade, vítimas de preconceitos e da ganância dos poderosos. É o meu filme predileto na parada do Oscar, mas creio que a Academia de Hollywood terá receio de conceder-lhe o principal troféu, pela acintosa ousadia do diretor.

 

 Em paralelo, corre Parasita, da Coreia do Sul, também muito forte em sua crítica social, além de excelente em forma e conteúdo. É esperar para ver.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 06.02.20

Só feras no páreo de ator coadjuvante do Oscar desse ano

 

É de primeiríssima o timaço que concorre este ano, dia 9 de fevereiro, ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, concedido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

 

Estão no mesmo páreo Tom Hanks, Anthony Hopkins, Joe Pesci, Al Pacino e Brad Pitt. O favorito é Pitt, por Era Uma Vez em Hollywood, a quem alguns críticos negam talento, talvez porque sua beleza física sempre lhe ofusque as interpretações.

 

Na categoria principal de Melhor Ator acredito que ninguém tire o troféu das mãos do excelente Joaquín Phoenix, meu favorito de sempre como O Coringa.

 

 1917 é impecável como estilo de criação cinematográfica, inclusive pela simulação de um imenso plano-sequência que permeia toda a narrativa. Mas meus prediletos são O Coringa e Parasita, pela ousadia de suas denúncias sociais.

 

A Academia de Hollywood sempre opta por escolhas mais conservadoras, o que anula, no entender de alguns, a importância do Oscar, quando comparado com premiações do nível da Palma de Ouro, em Cannes, e do Leão de Ouro, em Veneza.

 

Uma coisa é certa: nenhum outro prêmio é tão popular e tão visto quanto o Oscar, garantia certa do reforço de boas bilheterias.

 

Publicado por José Augusto Lopes em 30.01.20

Dois clássicos definitivos entre os filmes indicados ao Oscar 2020

 

Entre os excelentes filmes selecionados para concorrer este ano ao Oscar da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, dia 9 de fevereiro, pelo menos dois já nasceram clássicos, destinados a marcar como "cult" na história do cinema

 

Um deles é "O Coringa", não só pela extraordinária atuação de Joaquim Phoenix, forte candidato ao troféu de Melhor Ator, mas porque o diretor Todd Williams utilizou com muito talento a licença poética de transformar o famoso vilão das histórias em quadrinhos num herói, já tornado símbolo, em vários países, dos movimentos de protesto em favor dos excluídos e oprimidos.

 

O outro é "Parasita", vindo da Coreia do Sul e no qual o diretor Bong Joon Ho arma um ousado jogo de contrastes em que as disparidades sociais se digladiam na permanente fratura exposta do mundo atual, com toda a maldade e truculência exercidas em sórdidos porões e bastidores. O filme concorre tanto na categoria principal quanto ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

 

Publicado em 23.01.20 - Por José Augusto Lopes